Opinião
Na via certa, mas ainda andando lentamente
Sequenciando o aqui comentado na sexta-feira, novos números confirmam não só os acertos das decisões do governo federal na área da economia como, concomitantemente, exigem que esses êxitos deixem de ser episódicos e passem a ser amparados em políticas efetivamente sustentáveis. Comentou-se aqui que agosto de 2012 foi 46,9% menos generoso que o mesmo mês do ano passado, não sendo mais desastrosa tal conta em função do pacote com as bem-vindas reduções do IPI para automóveis e Linha Branca, e do IOF para empréstimos a pessoas físicas; desonerações das folhas de pagamentos; liberação de mais de R$ 70 bilhões em depósitos compulsórios para os bancos e achatamento da taxa básica de juros. Pois bem, além da sensível diminuição dos malefícios esperados dos efeitos da crise europeia, um novo dado reforça o acerto nesta orientação brasileira. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística confirmam que ?os fortes avanços sociais em termos de trabalho, renda e redução da desigualdade, registrados desde 2004 e associados ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continuaram a todo vapor no ano passado, primeiro do mandato de Dilma Rousseff?, apesar da economia nacional ter sido freada pela crise para meros 2,7% em 2011. Destacam-se, ainda segundo os estudos do IBGE, ?a criação de 1 milhão de empregos em dois anos, a queda do desemprego para o recorde histórico de 6,7% e a redução da desigualdade em diversas medidas de renda num ritmo até superior à média de 2004 a 2009?. A pesquisa não dribla os problemas ainda pendentes como a ferida aberta na educação, pois ? apesar de a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade ter caído de 9,7% para 8,6% entre 2009 e 2011, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais sem nenhuma instrução saltou de 13% para 15,1%, e o porcentual de jovens entre 15 e 17 anos na escola caiu de 85,2% para 83,7%?. Ou seja, estamos no caminho certo, crescendo e incorporando socialmente, mas ainda caminhamos com lentidão, acanhadamente. Precisamos correr!