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F� E RAZ�O NAS ELEI��ES

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Diante de uma sociedade constituída de pessoas muitas vezes privadas do acesso à educação, não é difícil constatar a facilidade da mesma em ser manipulada. E quando a formação integral acontece, mas com má qualidade e cheia de ideologias, o resultado também é o mesmo. Em época de eleições, falta criticidade. E o resultado, nós sabemos. Penso que uma das grandes dificuldades para o ser humano, neste tempo, procurar tomar as escolhas corretas, é o diluimento do seu senso crítico, e isso se deve a tantos fatores, como a grande maioria não atingir níveis elevados de educação, além de outra sofrer de manipulação por meio de tantos meios como o de comunicação, por exemplo. A fé pode ser unida à razão, e a Igreja tem procurado incentivar o vínculo desse binômio durante todo o tempo de vida do ser humano, para que em momentos histórico-temporais como os das eleições, elas possam servir de norte para as suas decisões. A razão é preocupação antiga, tanto que a forma mais comum de construção do conhecimento se dá pelo sistema educacional, e a entidade que mais educa no mundo é a Igreja Católica. Poucos sabem que a mesma é responsável pela fundação do sistema universitário como o temos atualmente, e em nossa delimitação de Estado, foram os padres que estiveram na fundação da Universidade Federal de Alagoas e do Cesmac. Inúmeros outros exemplos poderiam ser citados para demonstrar o papel da Igreja como educadora. Em quesito de fé, a situação é complexa, face a um mundo tão plural em termos de opções de seguimento religioso. Mas, falando como Igreja Católica, as pesquisas revelam o quanto a mesma goza de seriedade perante a sociedade. Poucas têm a coragem, como ela, de se manifestar dizendo ser necessário basear o voto em valores que não contrariem o ensinamento deixado por Jesus como, por exemplo, o sim à vida e o não ao aborto. Somos cristãos inseridos no mundo, mesmo sendo a nossa pátria o céu. Trabalhar a fé unida à razão torna-se diferencial para a construção da sociedade mais justa que tanto almejamos, e um dos pontos de partida começa na escolha das autoridades civis. Reflitamos pautados em nossa fé antes de votar. Isto ajudará a termos consequências menos danosas.

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