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Opinião

ELEI��ES LIMPAS

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É o que almeja o povo brasileiro, principalmente Alagoas, que outrora, nesta época inundada por corrupção e derramamento de sangue. Estamos chegando ao final de uma campanha eleitoral. Exaustiva, onerosa e demagógica, cujos postulantes aos cargos eletivos buscam, a todo custo, por intermédio da palavra, gestos, escritos e propagandas diversas demonstrarem o maior poder de convencimento, perante a população, das suas propostas. Os abusivos serviços de som espalhados por toda a cidade poluindo a audição do povo, e, se não bastasse ainda, a utilização nos dois turnos de rádios, televisões e outros meios de comunicação têm procurado confundir a mente do eleitorado. Até o presente momento, a onda de violência que sempre ocorria durante as campanhas não fora repetida. Até parece que o povo está mais politizado. Que todos digam amém. Esperamos que, no próximo dia 7 de outubro, dia máximo da democracia, o povo da nossa Pátria vá às ruas e, nas urnas, escolha o melhor, sobretudo, para nosso Estado. Já estamos cansados de demagogia e pouca vergonha. A política até hoje, com várias exceções, tem sido instrumento para bandidos de gravata locupletarem-se e formarem patrimônios incomensuráveis, em detrimento do esforço dos trabalhadores que colaboram diuturnamente pelo progresso deste País. A Constituição Federal, artigo 14, é taxativa: votos obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para analfabetos, maiores de 70 anos, maiores de 16 e menores de 18 anos. Ora, já se tornou vulgar alterar nossa Carta Magna, que parece mais uma grande colcha de retalhos, do que mesmo um livro sério, o que não acontece com outros países do primeiro mundo. Já que é comum modificar a nossa Lei Maior via Propostas de Emendas à Constituição, no Congresso Nacional. Portanto, diante dessa praxe, sugerimos a não obrigatoriedade do voto na escolha dos candidatos aos cargos eletivos; fim dos subsídios para quaisquer cargos resultantes de eleições; criação de escolas de formação política para eleitos e diplomados, com carga horária mínima de 90 horas; e, finalmente, o desaparecimento da famigerada imunidade, mesmo no exercício do parlamento ou da gestão para a qual fora eleito. Acreditamos que, com essas inovações, teremos um Brasil novo e exemplo para a humanidade. Lutaremos por esse sonho para que o mesmo se torne realidade.

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