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Opinião

Efeitos do abandono � tecnologia urbana

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Assassinatos e outros tresloucados gestos não são novidade nem em Alagoas e nem no resto do mundo, mas a estupidez demonstrada por acontecimentos desta natureza sempre são chocantes pela futilidade da motivação do ato violento. A ocorrência verificada anteontem em Maceió, quando perdeu a vida um empresário de origem portuguesa, aos 42 anos, é mais uma dessas barbaridades que clamam para serem varridas da face da terra. Em casos como este ficam evidentes as várias falhas no uso dos dispositivos disponíveis para a prevenção de momentos deste tipo. A primeira falha diz respeito ao desrespeito completo à legislação proibidora do porte de armas. Uma série de artimanhas legais sempre exitosas na liberação dos detidos portando armamento de fogo tem conduzido esse dispositivo legal à desmoralização quase completa. Mesmo que seja pilhado com equipamento bélico de uso exclusivo das forças da ONU, o cidadão só ficará em cana se não puder dispor de algum advogado com um mínimo de experiência e do numerário estabelecido como fiança. A segunda, específica para Maceió, nos remete à ausência das câmeras de vigilância eletrônica na capital alagoana. Diz-nos a crônica policial que o empresário em questão foi trucidado por conta de um desentendimento num semáforo ou numa lombada. Ora, são exatamente nesses locais que deveriam estar funcionando equipamentos de filmagem; num primeiro momento para o registro de infrações de trânsito, num segundo momento trabalhariam no registro de todas as ocorrências ao alcance de suas lentes. Que instrumento pode ser mais valioso para as investigações? Várias cidades do interior alagoano estão equipadas com câmeras de vigilância e as imagens captadas por esses ?olhos mágicos? já levaram à captura de muitos meliantes, ajudando, destacadamente, ao esclarecimento de crimes de morte. Mas Maceió segue inexplicavelmente atrasada neste aspecto, o que só ajuda a quem quer transgredir, a quem quer agredir, seja no trânsito ou seja contra a vida alheia.

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