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N�O SE DISCUTEM, MAS MUDAM A VIDA

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Esta é uma semana decisiva, especialmente, para a política dos municípios. Embora muitos não se deem conta, o direito de eleger um representante é uma importante conquista ao longo de décadas de lutas, uma herança recebida de nossos antepassados. Votar num candidato significa delegar a ele um poder, que é de cada cidadão, por isso é preciso conhecer a história daqueles que merecem nossa confiança. Assim também, o voto não é moeda de troca e troca de favores. O ditado popular diz: ?Política e religião não se discutem?, porque cada um tem o seu ponto de vista. Embora a discussão não leve a nada, conversar e refletir sobre as bases da política e religião é necessário, pois ambas delineiam o futuro. Martinho Lutero fez uma distinção entre igreja e Estado ? política e religião ?, dele vem o conceito de estado laico. Mas não ignorou um e exaltou o outro, porque entendia que ambos são importantes e necessários para qualquer cidadão. Conceituou para melhor compreensão, como sendo o reino da esquerda e da direita, através dos quais Deus quer agir e fazer sua vontade. O da esquerda é aquele que participamos, tem a ver com a criação, com nossas escolhas, nele há livre-arbítrio. O da direita aponta para aquele que nos representa diante de Deus, não por nossa eleição, mas como sendo providência divina, uma herança que recebemos, que não é moeda de troca, nem de barganha; no reino da direita encontra-se a salvação, é o reino da graça; aqui não se tem participação, opções ou livre-arbítrio. O regime da direita por ser de Deus é perfeito, enquanto que o da esquerda é um constante desafio, pois ele depende de pessoas (pecadoras), mesmo sendo uma área de risco em que perfeição é uma tarefa inalcançável, faz-se necessário a fim de evitar o caos na criação. Cada pessoa está sob os dois reinos e não há como fugir, nem se omitir. Embora não convenha discuti-los, é necessário o diálogo e posturas maduras diante destes que, além de mudar a vida, determinam o futuro. Assim como o mandato, a vida é transitória e a hora de fazer escolhas e assumir posturas é agora. Religião e política se encontram, sim. O apóstolo Paulo, em sua carta a Timóteo, mostra onde (2.2): ?Ore por todos que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros?. Jesus ensinou esta distinção de maneira bem simples: ?Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus?.

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