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Opinião

NA ACADEMIA ALAGOANA LETRAS

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Na última sessão da Academia Alagoana de Letras, seus membros,em um rasgo de elevada generosidade, terminaram por sufragar esse rascunhador de textos com os seus beneplácitos para que componha essa honorável Instituição. Contemplaram-me com inestimável honraria, para a qual cursei um longo caminho. Iniciado em Palmeira dos Índios, onde Inácio Lemos, um esforçadíssimo pequeno comerciante e Noeme Melo, uma dedicadíssima dona de casa, batalhavam para dar aos filhos o melhor que suas limitadas posses os permitiam, principalmente, em educação. Embora meus pais, por suas ascendências modestas, não tivessem conseguido ir além do curso primário, com muito trabalho progrediam: meu pai teve o primeiro projetor de cinema privado palmeirense e comunitariamente projetava os filmes no jardim de nossa casa. Eles liam o Cruzeiro e outros periódicos e minha mãe acrescia, a isso, a Bíblia. Depois, em Maceió, o primário no colégio Batista Alagoano e os gibis; no secundário, nos recreios, revezava o futebol com a biblioteca, com Machado e Graciliano; no Científico do Moreira e Silva, as primeiras experiências ao publicar no jornalzinho do diretório artigos defendendo a liberdade de expressão no regime militar. Em 1976, na Santa Casa, recebi Carlos Moliterno, já um consagrado literato; daquela convivência, evoluímos para uma longa e profícua amizade. Apresentou-me intelectuais importantes, deu-me livros raros. Junto estava sua esposa, Anilda Leão, cuja cadeira a providência dos acadêmicos, generosamente, contemplou-me na AAL. Em 1992, iniciei-me na Gazeta de Alagoas, fundamental amparo literário: somam, aproximadamente, setecentos artigos. Publiquei três livros. Colaborei com sete livros de Medicina. Emociono-me ao lembrar minha mãe, mas meu pai está lúcido aos 93 anos e minha esposa Ivanelza e meus três filhos, Marcos Virgílio, Marcel Davi e Milena; minhas noras Bruna e Fernanda e meu neto Pedrinho, são bênçãos que compartilham comigo todos os bons e maus momentos.

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