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Opinião

� DANDO QUE SE RECEBE

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O ?valente guerrilheiro? Zé Dirceu não é responsável pela morte do personagem Max, da novela Avenida Brasil. Não eram amigos. Max não tinha conta no Banco Rural. Conhecia Valério, Delúbio e Silvinho de vista. Não obstante, era eleitor do Lula. Votou no João Paulo. Ele e Carminha não perdiam o programa da sexóloga Marta Suplicy. Pelo amor de Deus, não vamos manchar a honra do ícone das esquerdas. Acham pouco ficar escondidinho quatro anos ? enquanto seus amigos levavam cacete ? aguardando o momento exato para sair das sombras e chefiar um mensalão? Definitivamente, Zé Dirceu não é sequer suspeito pela morte de Max, sobretudo pelo fato de não trabalhar na novela. Zé Dirceu é, por enquanto, tão somente, o chefe da quadrilha que mobilizou dinheiro público para comprar apoio político. Como ninguém é de ferro, parte da grana teve destino ?incerto e não sabido?. Consta que uma babinha escorreu aqui. É dando que se recebe. Dirceu e seus comparsas, amigos de fé e de tantas jornadas do piedoso Frei Betto, certamente dele ouviram a oração de S. Francisco. Alunos aplicados aprenderam as lições do diretor espiritual de Lula e o empregaram na íntegra. Nem todos têm a tolerância cristã. Os ministros do STF por exemplo, influenciados pela fala de Joaquim Barbosa (um ?negro complexado?, segundo definição de Lula) não acharam graça nas picaretagens do ?capitão do time?. O fato é que nunca dantes nesse País o preconceito atingiu patamares tão elevados. Na Província, a propaganda de uma moto em que uma jovem em pose sensual, ambiguamente, sugere oferecer ?aquilo? como recompensa foi retirada das ruas. Em São Paulo, Serra perde para um simulacro. Pudera. O enjoado tucano tem como cabo eleitoral o pastor Malafaia, uma mala sem alça. Que Haddad é um obsceno pau-mandado todos sabemos. Que o seu ?kit-gay? é uma grande palhaçada ninguém tem dúvidas. É o ?dando que se recebe? mais inverossímil do planeta. Dinheiro público no lixo. Mas daí fazer disso o cavalo de batalha de uma campanha eleitoral... Falo do dando que se recebe e me lembro da atriz Sylvia Kristel (falecida esta semana), que encarnou a personagem erótica/pornô Emmanuelle. Li o livro antes de ver o filme. Preferi o primeiro. Sem nenhuma ilustração, o livro exalava sexo. Não obstante a beleza de Kristel, a fantasia criada a partir do texto escrito evanesceu-se ao tornar-se coxas e seios ao vivo e em cores.

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