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Opinião

VAIDADE DAS VAIDADES!

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Meu caro Leitor, veja estas palavras seguintes; são de doer: ??Vaidade das vaidades! Tudo é vaidade?. Que proveito tira o homem de todo o trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar a seu lugar, donde novamente torna a levantar-se... Todos os rios correm para o mar, e contudo o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. O que foi será; o que aconteceu, acontecerá: não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: ?Eis aqui algo de novo?, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. Não há memória do que aconteceu no passado, nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois (Ecl 1,2-11) Que significam estes dizeres, aparentemente desconexos? O Autor sagrado contempla a vida, o mundo, todas as realidades que o circundam... Procura um sentido para a existência, um apoio em que ancorar a vida; e chega a uma conclusão tremenda: Tudo é vaidade das vaidades: tudo é pó, tudo é inconsistente, tudo passa como a erva que murcha, como a flor que fenece, como o sonho de uma noite. Caro leitor, olhe ao seu redor, pense na sua vida: nada se sustenta para sempre: nem pessoas, nem situações, nem coisas... Tudo se esvai, é carcomido pelo tempo... E o Autor sagrado continua observando, de coração apertado, como o nosso: parece que a vida humana não tem sentido, de tão passageira que é... Passamos e o que será de nossos sonhos, nossos amores, nosso ideal, o tanto de esforço e cansaço que investimos? Tudo passa: torna-se uma saudade, depois uma lembrança e, finalmente, um esquecimento... E sem contar a monotonia, a mesmice da existência: nada de novo debaixo do sol! O que há de novo, que depois não descubramos velho, que é a mesma e antiga tentativa do coração humano de encontrar a felicidade? Pense nas novidades... Tudo novidade velha, que faz sucesso e, depois, vira óbvio, rotineiro. Descobrimos que a vida continua a mesma e o nosso coração continua mendigo de sentido, plenitude, eternidade... Nada de novo debaixo do sol: como os rios correm para o mar sem nunca fazê-lo transbordar, todas as novidades correm para o nosso coração e ali se tornam velhas, sem nunca preenchê-lo de verdade! Vamos tendo, acumulando, conquistando, realizando sonhos, mas o coração, teimoso, fica insistindo, sussurrando, incomodando: ?Ainda não é isso, ainda não é a plenitude, ainda não é a felicidade... É mais além, é mais na frente, quero mais, muito mais, quero o Tudo!? Eta, coração, mais imenso que o mar que rio algum pode preencher! Onde encontrar a novidade que cura o tédio da vida? Onde está a Plenitude que aquietará a nossa sede? Onde a Vida que dará sentido à nossa vida? Questões penosas, questões difíceis o Autor sagrado nos coloca.

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