Opinião
AS COTAS RACIAIS E O PRECONCEITO
Para mim, certos comportamentos públicos são totalmente incompreensíveis. É o caso das tais cotas raciais e os castigos para o mais leve comentário sobre o assunto ?castas?. Em primeiro lugar, num país que acolhe, desde sua conquista pelos portugueses, outros povos das mais diferentes raças e vivem sem discriminar, ao menos abertamente, as diversas progênies. O verdadeiro tipo brasileiro é, realmente, o índio que já vivia nas terras invadidas em 1500. Daí para cá, serviu de pátria para todos os tipos humanos importados das mais variadas regiões do mundo e que muito trabalharam para a construção de nossa civilização e desenvolvimento. Para nossa felicidade, a miscigenação entre tantas raças formou o nosso verdadeiro povo. Então, por que o preconceito por essa ou aquela raça? Maltratar, desrespeitar as pessoas por racismo ou por qualquer outro motivo, é inaceitável por todas as pessoas de bem. Porém, as autoridades não têm o direito de castigar alguém por não apreciar, intimamente, essa ou aquela raça ou religião. Então, por que essas leis exageradas a favor, principalmente dos negros? O preconceito existe, também, contra outras raças. Há pretos que discriminam os brancos! As pessoas valem pelo caráter, pela educação, pela intelectualidade e não pela cor da pele. As medidas exageradas de proteção a esse povo só servem para estimular um racismo que nunca foi um problema discutível para o brasileiro. Acabou a escravatura, o preto, no Brasil, foi encarado como um cidadão comum. Desde que seja apto, se emprega em qualquer lugar, ocupa qualquer profissão. Quantos escritores e políticos negros são destacados na nossa história e literatura? Instituir cotas nas universidades fere um direito de outros estudantes, igualmente cidadãos, preparados para o vestibular, além de estar estimulando o racismo. No caso de cotas, seria justo, sim, para ajudar àqueles que o poder econômico não permite cursar uma universidade, seja ele de qualquer cor. Há um grande exagero nessa lei anti-racismo. Melhor seria, em vez de se ocuparem com esses assuntos supérfluos, procurar melhorar as escolas públicas, a assistência à saúde e à segurança, que estão à beira do abismo. Os nossos políticos devem se preocupar com os problemas inúmeros que ainda estão para ser resolvidos na estruturação de nossa república para que se iguale às grandes comunidades internacionais pois, ainda, nos encontramos à grande distância das mesmas.