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O lugar-comum dos assaltos a �nibus

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Mesmo sem estarem conclusos são aterradores os números coletados pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) sobre os assaltos cometidos contra ônibus em Maceió ao longo deste ano: 493, em balanço parcial. E essa contabilidade, noves fora, diz respeito aos 10 primeiros meses do ano. Tomando como base de cálculo esse total parcial obteremos uma média de 49,3 assaltos por mês; a continuar nessa toada (até agora nada indica mudança no cenário), acrescentar-se-iam nos dois meses restantes, mais 98 ocorrências até o fim do ano, desconsiderando-se os três décimos da conta anterior. Sob tal perspectiva, 2012 viraria o ano com a marca de 591 assaltos a ônibus na capital alagoana. Além de se estarrecer com essa contagem, é de se perguntar: o que as autoridades policiais alagoanas estão pensando em fazer para que daqui à frente essa realidade seja modificada para, pelo menos, um patamar menos vergonhoso? Será que a média de 49,3 ocorrências por mês não poderia ser reduzida já nesses dois meses restantes do ano? Uma das ideias (óbvias) levantadas pelas autoridades policiais é de que os empresários precisam investir mais em prevenção, como, por exemplo, instalar mais e melhores câmeras de vídeo, certamente on-line, no interior dos coletivos. Aplausos! A tecnologia, sem dúvida, já nos oferece essa alternativa. Mas e a incidência desse custo adicional, seria reconhecida como legítima na hora de fazer-se a conta para a definição do preço da passagem? E o poder público, o que poderia operar em relação aos procedimentos criminosos já identificados? Como declarou o CPC, ?esses assaltos são planejados. Normalmente os bandidos entram em ônibus com percurso mais longo, escolhendo o local mais propício para anunciar o assalto, próximo a terminais e favelas? ? muito bem! Não seria o caso de se armar aratacas policiais exatamente nessas áreas de risco como forma de inibir a ação dos meliantes? Enfim, o problema está colocado. Quais as tentativas de equacioná-lo?

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