Opinião
AO PARTIRMOS, APENAS SAUDADES
Nascemos, crescemos e vivemos no aguardo de um amanhã, cedo ou tarde, incerto e não sabido, onde a ilusão é a palavra de ordem para todos, que mesmo sabendo o final tenta esquecer o futuro, vivendo unicamente o espaço compreendido entre o alfa e o ômega, que na sua essência direcionam o ser humano à incógnita do infinito. Os religiosos de todos os credos acreditam piamente na vida do além túmulo, cada um de conformidade com seus princípios filosóficos e teológicos. Há pessoas que afirmam após a morte existir um local conhecido por céu; enquanto outros defendem pluralidade de existências e, finalmente, os materialistas que afirmam depois desta vida nada mais existe, senão a decomposição da matéria e nada mais. Certeza: todos morreremos. A vida é uma sucessão de fatos que acontecem desde o nascimento até ao desenlace final. Durante esse período, o homem passa por diversas fases independentemente do seu ego. É benquisto por uns e odiado por outros. Na sua trajetória, passa por momentos agradáveis e por muitas decepções. O egoísmo, a inveja e, muitas das vezes, a vingança modificam o seu caráter, conduzindo-o à dupla personalidade, patologia psíquica negativa para o ser humano, sobretudo para aquele que tem a missão de condutor de pessoas. É, inevitavelmente, alguém portador de uma postura não compatível para viver em sociedade. Segundo Paulo, seguidor dos ensinamentos de Cristo: ?a morte é o salário do pecado?. No nosso entender, pecado é uma ação subjetiva praticada pelo homem, cujo tirocínio é modificado por cada pessoa. Bom seria não morrermos, mas se somos seres vivos, logo morreremos. O calendário cristão estipula um dia durante a vigência do ano para homenagearmos nossos entes queridos que já partiram deste Planeta. Essa data é conhecida e consagrada como Dia dos Finados, homenagem póstuma a todo ser humano, independentemente de raça, credo e status. Os campos santos conhecidos popularmente como cemitérios são visitados por parentes e amigos daqueles que não fazem parte do nosso convívio. Todavia, uma lição permanece na mente de cada visitante, que faz lembrar que nada somos, apenas viandante que perambula por caminhos diversos em demanda de um porto seguro e derradeiro, onde não haverá mais dor, angústia ou tristeza, passando desta maneira para um plano superior, livre das pressões conjunturais a que somos alvos cotidianamente. Estimados leitores, meditem neste pensamento: ?Ninguém morre, enquanto permanece vivo no coração dos que o amam?. Somos uma grande obra: Deus, o condutor; nós, os personagens, e o mundo, o cenário e palco do grande espetáculo.