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Opinião

CINCO ANOS DE LUTA

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No dia 11 de outubro de 2007, às 17h, no Teatro do Colégio Marista de Maceió, nasceu o movimento alagoano de combate às drogas, que contou com a presença de 750 pessoas. Um sonho, uma realidade insana, na época já existia uma grande camada de pessoas com problema de drogas, e o crack já estava incluso nessa triste realidade. Adolescentes, pais, mães, tias, irmãos, enfim, todos estavam ansiosos para saber o que era aquele movimento. Confesso que nem acreditei que iria tanta gente. Fiquei um pouco assustada, pois pensei: o que dizer? A ansiedade era grande, tínhamos feito uma programação de depoimentos, palestras... íamos lançar um movimento de prevenção às drogas, onde estávamos conclamando a sociedade para participar; juntos seriamos mais fortes. Senti no olhar daquelas pessoas, a esperança. Era uma coisa mágica, onde conseguimos uma grande sintonia com os participantes. A partir daquele momento, não pude mais parar de lutar. Envolvemos muitas pessoas, fizemos uma parceria com os Correios e 500 carteiros, naquele dia, entregariam cartas com a camisa do Fórum Permanente de Combate às Drogas. No dia do evento distribuímos mil camisas com o slogan ?Quem se informa, não se droga?. Foi muito emocionante ver aquelas pessoas engajadas no tema. Hoje, após cinco anos, já realizamos mais de 40 eventos de grande porte, entre jornadas, seminários, palestras, ações preventivas pontuais, com distribuição de mais de 100 mil panfletos. Conseguimos emplacar vários projetos. Gostaríamos de agradecer a todos que participam direta ou indiretamente das nossas atividades, aos grandes parceiros que desde o primeiro dia ainda estão conosco. Precisamos citar alguns movimentos participantes: Amor Exigente, AA, Naranon... Na nossa opinião, a prevenção é a chave maior do combate às drogas. Sem ela, não vamos ter êxito nenhum. Vivemos em uma época difícil, o problema se agravou de uma maneira perigosa. Não existe controle da situação. A droga avança a cada dia de uma forma danosa. As políticas públicas sobre drogas no País não têm conseguido acompanhar a velocidade da epidemia. A impressão é que, para cada estratégia voltada a mudar esse panorama, uma rápida ação dos líderes do trafico é reformulada. Termino esse artigo dizendo que se houver a união de todos vamos, sim, minimizar o problema. Com comprometimento e amor ao próximo, iremos salvar muitas vidas.

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