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O resto do mundo e o voto americano

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Eleição nacional mais acompanhada pela opinião pública mundial, o escrutínio para a presidência dos Estados Unidos da América é um processo mais complexo que possa supor a vã filosofia democrática. A começar pelo fato, diferentemente dos sistemas eleitorais nos países mais conhecidos, de que são diversas as legislações que orientam a coleta do voto por lá. Cada Estado tem seu rito, suas normas de coleta do voto direto ? para, ao fim e ao cabo, a votação definitiva ser indireta. Já houve casos onde o eleito somou menos votos diretos que seu concorrente, aboletando-se, legalmente, na mais famosa cadeira presidencial do Planeta. Isto aconteceu quatro vezes. George W. Bush, no ano 2000, foi um desses segundos colocados que levaram o ?ouro?, pois, tendo contabilizado meio milhão de sufrágios diretos a menos que Al Gore, conquistou 271 votos dos delegados no Colégio Eleitoral (de 538 membros). Isso se deve ao particular formato das eleições presidenciais, onde quem vence num Estado leva 100% dos votos de lá para o Colégio Eleitoral. Cada unidade federativa participa desse fórum com um número de membros igual ao somatório das cadeiras ocupadas no Congresso (deputados e senadores). O arrastar desses procedimentos causa compreensível aumento das tensões no mundo todo, pois, apesar de relativamente curto, o tempo dispendido entre essas etapas faz com que o resto do Planeta fique na expectativa do que se pode esperar do comando da única superpotência dos tempos contemporâneos. Nem sempre mudanças radicais marcam a alternância das gestões entre democratas e republicanos, mas inovações recentes, como a alteração no sistema de saúde, indicam que essa diferenciação começa a se manifestar com mais força que no passado. Mas o que interessa ao resto do mundo são as mudanças no humor do titular da Casa Branca no tocante à geopolítica mundial. E aí, o Planeta tem razões para ficar tenso, pois os riscos de ?aquecimento? global, em termos de conflitos reais e armados, estão muito além dos perigos ecológicos que tanto assustam os ambientalistas.

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