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O PR�MIO MARCANTONIO VILA�A EM MACEI�

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Desde o ano passado a parceria entre a Associação Comercial de Maceió e Federação das Indústrias para exposição do Prêmio Marcantonio Vilaça, no Palácio do Comércio, começou a ser costurada. Entre a análise das plantas baixas do prédio e o planejamento pela equipe do CNI e SESI até o convênio assinado, levou o tempo suficiente para que a Associação elegesse seu novo presidente. Este recebeu a notícia da exposição com muito entusiasmo. Logo resolveu tomar providências para conter os vazamentos da coberta e calhas, patrocinados pelos pombos e pelo desgaste natural, como princípio para uma reforma maior em todo o prédio. A abertura oficial da mostra ocorrerá no dia 21 a partir do hall de entrada, Salão de Exposições de Curta Duração, Salão Nobre e Ala dos Passos Perdidos e permanecerá até o dia 6 de janeiro. A exposição não impedirá o visitante de passar pelos museus do Comércio de Alagoas e Museu de Tecnologia do Século 20. O Prêmio CNI e SESI Marcantonio Vilaça foi lançado em abril de 2004 com o objetivo de estimular a carreira de artistas plásticos e o desenvolvimento da arte contemporânea. E, realmente, as cinco bolsas de trabalho no valor de R$ 30 mil, somadas às exposições itinerantes e catálogos bilíngues, são um estímulo para o sonho de qualquer artista. Para Alagoas, a passagem da mostra representa um momento de reflexão para a arte local ou regional. O prêmio bienal é um dos mais importantes do País e reflete o pensamento contemporâneo dos mais renomados críticos escolhidos para compor a comissão julgadora. Esta aproximação nossa com o ?olho do furacão? bem pode aquecer o espírito de nossos artistas, fatigado na indiferença ou no clientelismo, que as artes têm recebido do Paraíso das Águas. Afinal, Marcantonio Vilaça, que empresta seu nome ao Prêmio, foi mais que um colecionador, galerista ou expert em arte contemporânea, foi um empreendedor do setor, capaz de projetar a produção brasileira no exterior e ganhar a credibilidade e o reconhecimento. Seu trabalho demonstrou que o mecenato não representa nada se o mercado de arte não é estimulado. Sua morte, precocemente aos 37 anos, na virada do século 20, foi uma grande perda a ponto do governo brasileiro perceber a sua importância e outorgar-lhe (post mortem) a mais alta condecoração do País: a Ordem do Rio Branco, que foi entregue pessoalmente pelo presidente à sua família.

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