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Graves reptos a Obama reeleito

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Inequivocamente, Brasil e Estados Unidos têm muito a ver e ambos lucrariam muito mais se os pontos de encontro fossem ainda mais privilegiados em detrimento das áreas de atrito. A primeira lição da história nesse longo relacionamento diz da necessidade de um conhecer o outro, entender-lhe os dilemas, buscando antecipar-lhe os passos, seja para correr na mesma direção ou saltar para outra faixa. Os dilemas colocados frente ao reeleito presidente Obama são simultaneamente de simples compreensão e difícil solução. E o Brasil precisa ficar ainda mais atento, pois nosso poderoso primo ao Norte está a necessitar de parcerias para inovar no enfrentamento de suas mazelas. Cinco grandes problemas estão à espera de encaminhamentos estratégicos por parte do reeleito: economia travada; ?abismo fiscal? mais deficit no orçamento; iminente tragédia frente ao Irã; falência anunciada do programa de saúde (Medicare); e, finalmente, a desconfortável correlação de forças no Congresso. Quatro desses cinco grandes desafios são viscerais. Aparentemente, apenas a questão do Irã remeteria à cena exterior. Mas todo esse pentagrama está traçado sobre as relações dos EUA com o resto do mundo, posto não ser à toa que uma nação se converte em única superpotência de seu tempo. O custo do poder americano neste pósGuerra Fria é bem superior ao orçado no pós-guerra quente. Nos dias seguintes a 1945, depois do esmagamento da Alemanha e do Japão (a Itália já tinha entregado os pontos bem antes), a pujança americana possibilitava investimentos portentosos como o Plano Marshall. Mas a sequência de acontecimentos depois da queda do Muro de Berlim e do esboroamento da União Soviética parece estar sendo um desfiar de prejuízos somados à diversificação e ao agigantamento dos problemas geopolíticos, agora desnudados da simplicidade cartesiana dos tempos da bipolaridade entre Leste e Oeste, Washington versus Moscou. No atual mundo unipolar, a novidade é que a única superpotência precisa mais que nunca de novas parcerias e os países emergentes são a bola da vez. E, quem, dentre os chamados Brics, por exemplo, terá melhores condições de que o Brasil?

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