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Opinião

E os outros mensal�es?

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Os derradeiros procedimentos formais do julgamento da Ação Penal 470, mais conhecida como ?Mensalão do PT?, não obstam avaliações, constatações e manifestações sobre os veredictos anunciados. Indubitavelmente, o Supremo Tribunal Federal, em sua resposta a esta demanda jurídica, marcou época. O julgamento em tela sagra-se eivado de marcos dignos de serem qualificados como históricos, a começar pelas duras penas atribuídas a vários réus renomados, celebridades do mundo da política e das finanças. Sobriamente, a corte suprema do País reafirmou-se como soberana, independente, transparente e destemida. A grande questão, entretanto, é que a história não acabou. Nem mesmo o epíteto ?mensalão? pode ser considerado encerrado com o término de todos os procedimentos jurisdicionais incidentes sobre a Ação Penal 470. Resta, como próximo na fila ao pleno do STF, o ?Mensalão do PSDB Mineiro?. E está de fora da lista o pai de todos os mensalões, o ?Mensalão da Reeleição?. Não pode haver dúvidas acerca da atenção do Supremo Tribunal Federal sobre o próximo mensalão a ser julgado. O processo do ?Mensalão do PSDB Mineiro?, coincidentemente, está em mãos do ilustre ministro Joaquim Barbosa, cujo nome foi alçado à condição de herói da mídia pelo rigor de seus encaminhamentos e dureza de seus votos no caso, praticamente findo, do ?Mensalão do PT?. Não há dúvidas quanto ao rigor e dureza a serem aplicados no próximo julgamento. Porém, estará fadado a ser sublimado o primeiro e maior de todos os mensalões? Há quem, no meio jurídico, considere que a tsunami de compra de votos para aprovação da Emenda da Reeleição ainda possa vir a ser apreciada, dependendo da atitude da Procuradoria Geral da República. Mesmo que se considere prescrito o mensalão original (primeiro, porém não único) é de grande importância cívica o resgate, nem que seja para a arena do debate ético, da gigantesca operação de compra de votos dos congressistas para a aprovação, a toque de caixa, da Emenda Constitucional nº 16, promulgada em 4 de junho de 1997. Isto acontecendo, aí sim, estará se fazendo história. E de forma antológica.

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