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Nº 5712
Opinião

Ouvindo o papa

DOM JOSÉ CARLOS MELO * No domingo anterior, falei da recente visita dos Bispos do Nordeste II a Roma. Entre os pontos altos dessa visita destaquei a audiência particular com o Papa concedida a cada bispo e o almoço de encerramento, em Castel Gandolfo, ca

Por | Edição do dia 27/10/2002 - Matéria atualizada em 27/10/2002 às 00h00

DOM JOSÉ CARLOS MELO * No domingo anterior, falei da recente visita dos Bispos do Nordeste II a Roma. Entre os pontos altos dessa visita destaquei a audiência particular com o Papa concedida a cada bispo e o almoço de encerramento, em Castel Gandolfo, casa de veraneio, tendo como cenário a beleza singular do lago Albano e a planície romana. Hoje, volto ao assunto para partilhar e comentar com os leitores a mensagem de João Paulo II dirigida aos Bispos do Regional. Na verdade, faz parte da missão do bispo repassar e explicar a seus diocesanos a palavra do Pastor Universal e os documentos do magistério da Igreja. De início, convém observar que o presente documento deve ser visto e apreciado no contexto das outras mensagens dirigidas aos Bispos dos outros Regionais por ocasião de suas visitas. A Introdução. Ela nos apresenta a saudação e a acolhida do Papa aos Pastores das sedes Metropolitanas de Olinda-Recife, Paraíba, Maceió e Natal e das Dioceses sufragâneas. “São Igrejas – acentua a Pontífice - que carregam uma rica tradição espiritual e missionária – uma delas santificada pelo martírio de sacerdotes, religiosos e leigos - enriquecidas com sólidas virtudes de numerosas famílias cristãs que sedimentaram a fé do vosso solo pátrio”. Em seguida, afirma o objetivo a importância da visita ad Limina, “venerável instituição que contribui para manter vivos os estreitos vínculos de comunhão que unem cada Bispo com o Sucessor de Pedro”. Agradecendo também a saudação de Dom Fernando Antônio Saborido, Presidente do Regional Nordeste II, recorda a figura de Dom Antônio Soares Costa, ex-Presidente do Regional que, “por misterioso desígnio da providência, veio a faltar na metade deste ano; que Deus o tenha na sua glória”. A segunda parte da mensagem. Ela compreende: 1º - A afirmação do conhecimento de nossa realidade pastoral. A este respeito, diz o Papa: “Conheço a dinâmica das vossas assembléias e o esforço por definir os diversos planos pastorais, que dão prioridade à formação do clero e dos agentes de pastoral: “Em seguida, lembra outros aspectos: a) o estímulo a alguns movimentos de evangelização “para facilitar o agrupamento dos fiéis numa linha de ação”; b) a recente nomeação de novos pastores em algumas dioceses, como as de Floresta, Guarabira, Palmares, etc.” c) a confiança nos bispos e a esperança de comunhão e fidelidade. 2º - Algumas constatações e recomendações especiais: a) “A ação da Igreja desenrola-se, em particular, mediante o ministério dos sacerdotes”. Esta constatação leva o Papa a nos renovar “o apelo em considerar no vértice de nossa solicitude pastoral a importância em promover as vocações sacerdotais”. A este respeito, apraz-nos reafirmar aqui que a promoção das vocações sacerdotais é a primeira prioridade em nossa Arquidiocese. b) A formação de agentes pastorais. Diz a mensagem: “Uma adequada formação dos agentes de pastoral, com o apoio da evangelização promovida pelos Bispos e presbíteros, revelar-se-à de grande utilidade para estimular a convivência e o testemunho da fé nos ambientes mais difíceis.” c) a convivência com as diversas outras Igrejas e comunidades eclesiais e o cultivo das boas relações para uma mais incisiva ação evangelizadora; d) “A catequese é, sem dúvida, outro campo que merece particular atenção”. E explica o Papa: “A existência de escolas, colégios, Universidades Católicas ou não, constitui a base cultural e educacional do povo dessa grande nação”; e) O cristão e seu testemunho de vida. Afirma o Papa: O cristão, quando vive integralmente sua fé, é pólo de atenção, inspira confiança e respeito; jamais impõe suas convicções religiosas, mas sabe transmitir a verdade, sem iludir a confiança nele depositada. Transige com as pessoas, sem jamais transigir com o erro”. O Papa conclui sua mensagem e assegura sua profunda comunhão na oração, “com uma firme esperança no futuro das vossas dioceses, nas quais se reflete um País sempre jovem, disposto a enfrentar os novos desafios deste início de século”. (*) É ARCEBISPO METROPOLITANO DE MACEIÓ

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