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Há dezessete anos, desde quando me graduei advogado, dedico-me à OAB, não como projeto pessoal de poder, e sim como desígnio de vida ao trabalho de engrandecimento da Advocacia. Nesse caminhar, presidi comissões importantes, a exemplo do Advogado em Início de Carreira, Ouvidoria, Editora OAB, Reforma do Sistema Eleitoral da OAB. Servi na Escola Superior da Advocacia, no Tribunal de Ética e Disciplina, no Conselho Seccional e, há três mandatos, no Conselho Federal. Em todas essas funções, mesmo para desagrado de alguns, jamais fui omisso; certamente por isso, a convite dos postulantes de então à presidência do Conselho Seccional, participei de todas as eleições da última década. Antigo provérbio árabe ensina-nos que ?aquele que aprende e não pratica o que aprendeu é como aquele outro que lavra e não semeia?. Certamente aprendi, e muito, no curso das funções por mim ocupadas na seccional da OAB. E não me contentei em lavrar. Pratiquei sempre tudo do meu aprendizado em favor da Advocacia alagoana, quiçá brasileira. Essa láurea ninguém poderá usurpar-me. Não me vanglorio de ter feito o bastante, pois creio que nunca atingirei tal bastante. Ante a grandeza da Advocacia, vejo que fiz pouco, muito pouco. Essa a razão básica porque pretendo fazer mais, muito mais. E como fazê-lo, senão candidatando-me à presidência da nossa seccional? Pensando desta forma, juntamente com significativo grupo de colegas advogadas e advogados alagoanos, todos militantes nas diversas áreas do Direito, trouxe o meu nome ao escrutínio, ao pleito na próxima eleição do dia 23. E o faço com propostas concretas que, talvez ou certamente por serem distintas do lugar-comum, venham recebendo críticas, sempre bem-vindas, quando construtivas; naturalmente desprezadas aquelas cujo único substrato é a arrogância de quem defende projetos de poder, notada e notoriamente animados por mero culto à personalidade que deve ser sumariamente rejeitado. Afinal, a Advocacia não é um feudo, um baronato, um condado, uma capitania hereditária na qual o comando é destinado, pelo monarca, a algum dos seus vassalos. Volto ao que disse antes: a minha candidatura à presidência da OAB/AL nasceu da pretensão de fazer mais, muito mais, cada vez mais em favor da Advocacia.

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