Opinião
O mundo e os riscos da pobreza na Am�rica
Mais uma do festival de rankings que assola o globo: o país do Clube dos Ricos com maior número de pobres é os Estados Unidos da América. O fato, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), é que a quantidade de pessoas consideradas pobres nos Estados Unidos alcançou a marca de 46,2 milhões em 2011. Este seria o número mais alto desde 1959, quando este tipo de estudo foi iniciado. Dos dados do censo se extrai que a taxa de pobreza na América cresceu ?de 14,3% em 2009 para 15,1% no ano passado, a mais alta desde 1993?. Na avaliação da OCDE, ?quase um em cada seis americanos vive na pobreza ? definida como renda anual individual de até US$ 11,13 mil (aproximadamente R$ 18,8 mil) ou renda de até US$ 22,31 mil (cerca de R$ 37,68 mil) para uma família de quatro pessoas?. Mais: a atual taxa de desemprego americana é de 9,1%, marca que tem se mantido ao longo dos dois últimos anos e que, segundo a Casa Branca, ?é elevada e não tem perspectivas de melhora no curto prazo?. No mês de agosto deste ano, 14 milhões de americanos estavam desempregados. Para qualquer nação do mundo isto é um grave problema. Para a mais poderosa das nações de nossa época esta é uma realidade terrível, uma verdadeira incubadora de tragédias que, sem dúvida, repercutirão em todo o planeta. Não sem motivo, os radicais ianques se assanharam tanto na recente eleição, agitando bandeiras antissociais que arrebanharam aderentes em todos Estados Unidos. Felizmente aquela fogueira foi pulada. Mas, mesmo tendo sido reeleito o defensor das proposições menos belicosas, a conta para o equilíbrio interno americano será apresentada ao resto do mundo. Efetivamente, não é o caso dos demais países na órbita da única superpotência do planeta juntarem seus cobres para custear algum tipo de bolsa-riqueza para os americanos. É hora de redobrar a atenção para com a segurança do crescimento nos ?países emergentes? e para com suas (nossas) habilidades comerciais e diplomáticas.