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Opinião

N�meros globais da nossa deseduca��o

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Pois é: a coisa não está nada boa em termos de educação. Não apenas em Alagoas, onde a deseducação já se confirma como endêmica, mas a situação está ruim em termos de Brasil. Segundo pesquisa mundial realizada pela empresa britânica Economist Intelligence Unit, nosso país amarga a 39ª posição entre 40 países pesquisados. A lanterninha, única nação que conseguimos ultrapassar, é a Indonésia. Os dez primeiros lugares do mundo em termos educacionais, segundo esse estudo, são, em ordem decrescente: Finlândia, Coreia do Sul, Hong Kong, Japão, Cingapura, Grã-Bretanha, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e Canadá. Na dezena pior, tirando os dois últimos colocados, já citados, temos (também em ordem decrescente): Grécia, Romênia, Chile, Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia e México. A pesquisa foi encomendada por uma grande empresa que ?fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países?, explicam os pesquisadores, que informam terem compilado resultados de ?testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010?, além de empregarem outros critérios ?como a quantidade de alunos que ingressam na universidade?. Segundo os pesquisadores, ?as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação?. Pelos resultados desses estudos, potências como Alemanha, Estados Unidos, Rússia e França estão situadas em um grupo intermediário, ocupando, respectivamente, as 15ª, 17ª, 20ª e 25ª posições nesse ranking. Dentre os países latinos pesquisados, o Brasil aferrou-se na derradeira posição. Considerando-se o Novo Mundo, fomos superados pelo Chile (33º), Argentina (35º), Colômbia (36º) e México (38º); contando-se as pátrias-mães, estão na nossa frente Portugal (27º) e Espanha (28º). Nessa conta toda, noves fora quase nada, vamos de mal a pior, desperdiçando as melhores oportunidades de futuro. No momento onde a economia começa a engatar, é hora de correr para educar, tentando recuperar o tempo desperdiçado.

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