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NOVA BEM-AVENTURADA

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Uma nova bem-aventurada na América Latina, no Equador, país que não possuía até agora nenhum inscrito no catálogo dos Santos da Igreja. ?Chegou uma mulher branca, mais feiticeira do que todos os feiticeiros: passagem livre sempre, para ela e para todos os que estiverem com ela? ? esta era a ordem do cacique do povo Shuar, que ressoou ao som dos tambores, nos arredores de Mendes (Equador) em uma noite de dezembro de 1925. A tal ?feiticeira? era a Irmã salesiana Maria Troncatti, que chegara há pouco da Itália como missionária, para trabalhar na Província de Mendes com o povo Shuar. Ela é a mais nova bem-aventurada da Família Salesiana, inscrita no catálogo dos Beatos no último dia 25, em cerimônia em Macas, presidida pelo cardeal Ângelo Amato SDB, prefeito da Congregação Para as Causas dos Santos. O fato que deu origem à ordem do cacique e o título de ?feiticeira? para a Irmã Troncatti foi o seguinte: uma menininha, filha do cacique, voltara à tribo com uma bala alojada no seio que estava infeccionando todo o corpo. Diante de uma dezena de homens, armados e ameaçadores, irmã Maria, com uma faquinha que levava no hábito, esterilizada com água fervente e, especialmente, com muita oração confiante, enfrentou o desafio do cacique: ?Se você não a curar, não passará por aqui e mataremos todos vocês?. Alguns dias depois, a menininha voltava à tribo sã e salva. Na verdade, o cacique deu ordem de passagem livre ao Espírito do Senhor, que havia se servido desse fato para fazer chegar a palavra da salvação àquele povo, que não conhecia Jesus. Maria Troncatti nascera a 16 de fevereiro de 1883 em Corteno Golgi, Província de Brescia, entre Milão e Verona, filha de Giacomo Troncatti e Maria Rodondi. Seus pais, além da casa em Corteno, possuíam outra na montanha, grandes terrenos e diversos rebanhos. Quando completou 21 anos, apresenta-se pedindo para ser Filha de Maria Auxiliadora e é aceita?. No dia 15 de outubro de 1905, ela deixa para sempre sua família, sua cidadezinha, sua montanha e as coisas queridas de sua vida. Após os anos de formação, na Itália, pede para ir trabalhar com os leprosos na Colômbia. A Madre Geral, encontrando-a, diz: ?Fizeste pedido missionário? Bem, então irás para o Equador?. Depois de despedir-se dos pais e de sua terrinha natal, Irmã Troncatti parte para sua missão, para nunca mais voltar. Viveu heroicamente entre os pobres selvagens de Chunchi e Macas, como enfermeira, catequista e tudo o que fosse necessário. A 25 de agosto de 1969, num desastre de avião, em que ela foi a única vítima, coroa seu sacrifício de missionária. A feiticeira da chegada era agora chamada de ?A Madrecita Buena?.

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