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A morte anda de �nibus

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Estatísticas à parte, a escalada dos assaltos a ônibus em Maceió é preocupante. As contas, em levantamentos prévios, apontam para cerca de 500 ocorrências nos 11 meses de 2012. Que essa contabilidade seja refeita, checada, e noves fora nada, oxalá algo possa ser reduzido. Mas a grandeza dessa recorrência é algo terrível, monstruoso, mesmo que os números possam ser reescritos para algo menor que meio milhar de ocorrências em um ano. O gigantismo do número chama a atenção para a incapacidade de tamanha recorrência do mesmo tipo de crime não ter inspirado as autoridades policiais alagoanas ao planejamento de ações defensivas em contraposição a tão repetitivo modus operandi. Infelizmente, fica evidente que, para as autoridades, a banalização dos assaltos aos ônibus em Maceió desestimula seu enfrentamento. Mais desgraçadamente ainda ao assassinato de um motorista é creditado o condão de despertar a sociedade desta letargia. A paralisação de protesto realizada pelos trabalhadores das empresas de transporte coletivo parou a capital alagoana na manhã de sexta-feira e ampliou a indignação para com tal estado de coisas. A pergunta que não quer calar é se a revolta dos rodoviários e da população prejudicada fez-se efetivamente chegar aos corações e mentes das autoridades alagoanas ou se, como se dizia antigamente, entrou por um ouvido e saiu pelo outro? Ora, os ônibus têm trajetos predefinidos, o que, em tese, facilita o desenho de perímetros para a segurança prévia. Ora, os coletivos poderiam estar equipados com um sem-número de ferramentas eletrônicas de vigilância o que, em muito, ajudaria a prevenir a reprimir as ações dos bandidos. Ora, poder-se-ia aqui e agora listar linhas e linhas de ideias óbvias sobre as muitas formas de enfrentamento a um crime com tal índice de repetitividade. Por que nada disso é feito? Por que é necessário o assassinato de um trabalhador do volante para que a sociedade seja sacudida de sua letargia? E não será que, no momento no qual você lê essas palavras, mais um do mesmo tipo de assalto não esteja sendo cometido? Afinal, quem virá nos acudir ? o Chapolin Colorado?

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