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Opinião

O crescimento e a polui��o

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Anteontem, uma instituição de ensino e pesquisa da Inglaterra, East Anglia, divulgou estudo segundo o qual ?China e Índia contribuíram bastante para que o mundo aumentasse em 3,5% as suas emissões de gás carbônico (CO2) no ano passado?. O Brasil também é citado, embora com menor peso, como um dos países que elevaram suas emissões na ordem de 1,4% em se comparando com 2010. Por outro lado, Estados Unidos e União Europeia assinalaram quedas em suas emissões, com -1,8% e -2,8%, respectivamente. Seria interessante uma comparação imparcial desses índices com os percentuais de variação do PIB de cada um desses países (ou grupos de países, no caso europeu) e, mais particularmente, com os ritmos de crescimento da produção industrial. Em verdade, no que pese o peso ideológico das campanhas ambientalistas, a questão do crescimento econômico ainda segue sendo um elemento fundamental para se avaliar o cenário e as perspectivas das emissões de gás carbônico. E a desconsideração ao peso, ao anseio, pelo desenvolvimento e expansão das economias nacionais é a maior das dificuldades para um acordo viável sobre a redução de qualquer tipo de emissão poluidora. A pergunta é: como convencer os países desenvolvidos ou em desenvolvimento a recusarem o crescimento econômico em troca de uma duvidosa redução dos perigos ambientais? A tese da redução de CO2 (e efeito estufa) é, cada dia, alvo de contestações acerca das conclusões apocalípticas que marcaram seu surgimento no cenário das teorias ambientais. Num dos momentos de maior força dessas teorias, na década de 1990, foi definido o Protocolo de Kyoto, pelo qual se tentava controlar a emissão do gás carbônico. O compromisso nunca foi assinado pelos EUA, o que transformou o esforço redutor em letra morta. Sobre as reduções assinaladas até agora pairam as evidências de serem consequências das crises econômicas e não produtos de decisões da política ambiental. No mundo atual, a pesquisa dos britânicos provocará, certamente, muitas reflexões.

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