loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A DENGUE E A INFLU�NCIA DA M�DIA

Ouvir
Compartilhar

Não sei se já confessei ao leitor que meu DNA não é generoso para guardar nomes e datas. É comum pessoas que não vejo há muito tempo perguntarem: lembra-se de mim? E enquanto penso vem logo uma outra indagação: ainda sabe o meu nome? Em geral, saio pela tangente: sua fisionomia me é familiar. Você é a... em geral a personagem completa o nome e me salva a pátria. Ora ex-alunos, ex-clientes, ou pessoas que me conheceram nas funções públicas que exerci. Mas há determinados anos que não consigo esquecer. Foram marcantes e feriram minha sensibilidade. Em 2002, eu me encontrava no Rio de Janeiro acompanhando meu irmão Rui que se encontrava internado no Hospital Adventista Silvestre, bem perto do Corcovado. Um ano atípico. Rolava no Rio uma epidemia explosiva de dengue. Dengue, sim: 290 mil casos notificados, 85 mortes. Desespero nas filas de atendimento dos hospitais. Havia inquietação, medo e desespero. No hospital onde me encontrava, observo uma correria: o diretor havia contraído dengue e os exames comprovaram dengue hemorrágica. Fomos convidados para um culto evangélico no salão de reuniões. O pastor elevava preces. Tento relembrar o que dizia: ?a fé é necessária para sobreviver. A vida é cheia de obstáculos que a tornam difícil e às vezes sem sentido. A fé conduz à esperança e esta nos ajuda a encontrar apoio e sentido?. Vejo com preocupação a situação epidemiológica da dengue em Alagoas. Os dados oficiais conhecidos são de 35 mil casos notificados nos 102 municípios alagoanos durante este ano. Há um aumento de 300% em relação ao ano anterior. São 12 casos de morte provocada por essa doença. Casos conhecidos; na prática é muito mais, pois nem sempre a moléstia é notificada. Lembre-se, o leitor, que cada morte é uma dor que atinge profundamente a família e os amigos. Está havendo uma invasão desses bárbaros milimétricos chamados Aedes aegypti, mosquitos que não respeitam pobres ou ricos. Prevenção. Por que além das medidas habituais não se está utilizando a mídia, com sua influência e penetração? E o fumacê já não dá resultados? É necessário repetir, repetir, os cuidados de prevenção. Não é somente responsabilidade do governo; a sociedade tem de fazer sua parte. Lembro que um de nós pode ser a próxima vítima.

Relacionadas