Opinião
CA�A AO POLICIAL
O País assiste atônito ao crescente número de homicídios que têm vitimado policiais militares no Estado de São Paulo, que já ultrapassa os 90. As investigações indicam que a temporada de caça aos policiais fora determinada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que domina os presídios brasileiros, através de um ?salve? ? mensagens em que os dirigentes presos determinam as missões para os associados em liberdade. O ?salve? determinara que, para cada irmão (criminoso em liberdade) morto, dois policiais militares deveriam ser assassinados. Os irmãos vêm cumprindo as determinações do comando criminoso. Geralmente em dupla e de moto, se aproximam das vítimas, facilmente identificáveis pelo uniforme, e disparam grande quantidade de tiros. Também matam policiais no bico e na folga, como acontecera com a policial que fora brutalmente assassinada com tiros pelas costas, quando chegava em casa com sua filhinha. Os bandidos caçadores em São Paulo conseguiram dados cadastrais de policiais militares de forma ainda não conhecida pela inteligência policial, suscitando dúvidas e desconfianças para possível vazamento interno, criminoso ou não. O governo federal firmou pacto com o governo de São Paulo, principalmente na área de inteligência, objetivando desarticular as atividades financeiras do PCC, depois de discussões públicas na mídia entre o secretário de segurança paulista e o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Como se fosse uma temporada de caça, os caçadores expandiram suas ações ao Estado de Santa Catarina, inicialmente queimando ônibus, depois atacando viaturas e bases policiais, em roteiro pré-determinado que finaliza com a matança de policiais ? a caça. A expansão da área de caça aterroriza os policiais de todo o País, com a possibilidade de que seu Estado seja incluído. Uma mensagem publicada na rede de que bandidos estariam migrando da Bahia para Alagoas com a missão de nos matar ganhou repercussão imediata, mas logo desacreditada pela inteligência policial. Caso estejamos incluídos, pelo menos que o roteiro seja seguido e assim possibilitar meios de defesa. Sem querer acreditar em infeliz coincidência, a mensagem da expansão da área de caça ao policial para Alagoas surge no momento em que forças policiais desarticularam esquema criminoso em que presos no sistema penitenciário eram favorecidos com a entrada de telefones celulares, drogas e armas.