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Opinião

A adolesc�ncia sob grave risco

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Danadamente, mais uma vez, uma estatística depõe contra a realidade alagoana. Desta vez, uma entidade que se apresenta como sendo o Laboratório de Análise da Violência (LAV), dizendo-se integrante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), afirma que Maceió seria a segunda cidade brasileira (com mais de 100 mil viventes) ?onde mais se matam adolescentes?. Pior que nós, só a baiana Itabuna. Informa o LAV que a pesquisa resulta num ?Índice de Homicídios na Adolescência (IHA)?. O resultado, coincidentemente afastando o Rio desse rol de urbes assoladas pela criminalidade contra menores, foi divulgado ontem, pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e pela organização não governamental Observatório de Favelas (também coincidentemente, uma ONG carioca...). Diz o relatório que o ?IHA de Maceió em 2010 ficou em 10,15 e o número total esperado de mortes entre 12 e 18 anos (2010 a 2016) alcança 1.214 pessoas?. Diz mais: ?em comparação a 2009, a quantidade de assassinatos em Maceió aumentou consideravelmente entre o público jovem?, e oferece números: ?o IHA saltou de 6,42 para 10,15. E a população diminuiu de 121.927 para 119.567 habitantes. A expectativa do número geral de homicídios passou de 783 para 1.214?. Apesar da aparência permanente de manipulação nesses tipos de análises renitentes em distanciar as duas megalópoles brasileiras (Rio e São Paulo) de índices mais desfavoráveis nos quesitos relativos à criminalidade, a essência da pesquisa aborda uma questão incontornável: o crescimento da violência aqui segue sem freios. Um dos dados que merecem ser observados atentamente é o que informa que o Estado teria sido ?o único no País em que o índice aumentou 3,3 pontos, passando de 5,8 para 9,1 [entre 2009 e 2010]?. Mesmo considerando a possibilidade de falhas metodológicas e suspeitando-se de maquiagem na face (escandalosamente) violenta do Rio e de São Paulo, a crueza dos números coletados em Alagoas é algo que não se pode ignorar, nem mesmo menosprezar.

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