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Opinião

DARWIN, FREUD, LULA E JAMES

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Poder, influência, dinheiro e sexo, tais têm sido ad eternum, as tentações a inquietar o ser humano. Desde sempre, ele tenta entender o outro ser humano. A história das ideias científicas tentou explicar essa questão de duas maneiras; primeiro, a dualista: corpo e mente são coisas separadas, com origens e lógicas diferentes; o corpo formado por processos naturais; a mente formada por processos mágicos, uma folha em branco que será preenchida pelo aprendizado que a educação na vida em cultura fornece. Depois, foi Charles Darwin quem, com sua Teoria da Evolução, empurrou o pensamento científico em uma direção diferente. A seleção natural e seus desdobramentos foi menosprezada pelos cientistas sociais, muito mais interessados em se colocarem a serviço de ideologias políticas do que em compreender cientificamente o comportamento humano e aceitar o homem como ele é. Algo como Freud o fez. Recentemente, não foi outro, senão o notável James Watson, Nobel de Fisiologia e Medicina, por sua extraordinária descoberta do Modelo da Dupla Hélice, que propiciou a descoberta da intimidade de nosso DNA e das ilimitadas possibilidades da genética, quem alertou para similar caminho: ? O comportamento do ser humano no futuro será muito mais estudado pela biologia do que pelos filósofos e psicólogos!?. Assim, não teríamos um inevitável determinismo social individual voltado para o bem ou para o mal, mas uma tendência biológica, genética para direcionar nosso comportamento. Lula, que está sendo acusado agora não só de ter namorada bancada pelo dinheiro público, como ter recebido algum por fora, agiria sob impulso, digamos, biologicamente incontrolável. Contudo, como a ciência não tem a todo tempo resposta para tudo, ela é um processo e futuramente precisa responder se aqueles que rejeitam as evidências são apenas inocentes, ou compartilham semelhante perfil biológico. Felizmente, existe a outra face da cunha genética: exempli gratia ocorreu essa semana em Maceió, na reunião do Comitê Permanente de Saúde, presidido pelo corregedor de Justiça, desembargador James Magalhães, que levou ao debate público questões das mais críticas e delicadas da Saúde Pública, conseguiu conduzir os trabalhos para uma vertente de encarar a realidade pelo única forma cientificamente aceitável: a da verdade dos fatos. O País necessita de pessoas com similar perfil. Aquelas que, mesmo ocupando cargos de mando, são acessíveis e abertas a aprender e aprimorar seus conhecimentos; sem visão preconceituosa sobre questões críticas.

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