Opinião
REFLEX�O DO NATAL
Fascinando a humanidade, repicam fortemente os sinos das igrejas a anunciar o Natal. A boa nova, trazida pelos anjos, leva-nos à renovação de esperanças, a desejos de compreensão universal e suscita em todos nós apelos à generosidade e amor ao próximo. Diz Dostoiévski em Os irmãos Karamazov que ?se você se propuser a amar tudo, perceberá o mistério divino das coisas. Percebido o mistério, você poderá compreendê-lo melhor a cada dia?. Decorrência da perda progressiva do antigo e saudável hábito gregário, o egocentrismo está levando o homem à superestimação de suas individualidades, fazendo-o esquecer de que a estima, o carinho e o amor mútuo são as coisas mais importantes na relação entre as pessoas. O convívio humano é uma construção, uma graça; O Natal, com toda a sua magia, faz-nos sentir isso com maior clareza, encharcando-nos de solidária ternura e estimulando-nos a reflexões do que de mais íntimo existe em nossas vidas, levando-nos a transpirações da alma. O Natal é a celebração do nascimento de Cristo, a maior prova da permanente vitória da vida sobre a morte, e para enfrentá-la não há nada melhor como a bondade estampada na face de nossas ações de cada dia. Viver é bom para quem faz o bem, para quem se apaixona pelas belezas do espírito, para quem se abriga na doçura e na felicidade de servir e de amar ao próximo. Somente através de atos bons podemos fecundar em nossos corações os nossos próprios sonhos. O Natal nos proporciona a inefável oportunidade de reconciliação com a fé e a busca da decifração do desconhecido existente em nós. A suavidade deste culto interior nos dá quietude espiritual e nos faz reafirmar os nossos mais profundos sentimentos religiosos, nos voltando para Deus. A Ele devemos pedir que nos perdoe se, em algum momento, nos faltaram palavras amigas ou gestos solidários, se fomos omissos, intolerantes, injustos ou descaridosos. Que ele faça desabrochar em nossos corações, a cada dia do ano novo e nos também vindouros em nossas vidas, as bonomias da humildade e as alegrias de doar e de agradecer e não nos faça ávidos de apenas querer receber. Que nos nossos corações haja sempre a floração do bem e que o mundo seja melhor para todos, com uma distribuição mais justa dos benefícios que o homem pode ter e sejamos, indistintamente, mais felizes.