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Festa e perigo nas rodovias

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Na contabilidade da Polícia Rodoviária Federal, desde o sábado até a manhã do dia de Natal foram registrados 37 acidentes nas rodovias federais alagoanas. Até o fechamento deste comentário, a soma ainda não havia sido finalizada. Torcia-se para que nenhuma nova ocorrência viesse a ser registrada. Não há surpresa com o aumento do número de acidentes em épocas de grandes festividades. O consumo de álcool, malgrado os elogiáveis esforços da Lei Seca, é uma tradição que continua sendo desgraçadamente combinada com o volante. O que fazer para enfrentar esse velho problema? Multiplicar as blitzen nessas épocas de potencial risco? Pode ser, mas é um paliativo, além de ser de complicada execução, pois teriam de ser montadas equipes para todas as rodovias do Estado. Evidentemente que, nestes momentos de festa e cotidianamente, esse trabalho terá de ser executado em parceria com os órgãos policiais do Estado e dos municípios. Mas, mesmo assim, parece um despropósito a mobilização de um verdadeiro exército para o enfrentamento desse problema, posto tal mobilização, para ter chances reais de sucesso, ter de retirar agentes de outras funções igualmente essenciais à segurança pública. A solução parece ser o casamento de postos de blitzen em áreas nevrálgicas com a mais ampla cobertura da fiscalização eletrônica, possibilitando a identificação de veículos sob condução perigosa e os monitorando para abordagens direcionadas por equipes policiais móveis. Além disso, a monitoração eletrônica teria que devolver às vias de maior risco os temíveis ?pardais?, operando 24 horas todos os dias e registrando inapelavelmente as infrações de trânsito. Com esta combinação, certamente teríamos uma chance real de redução dos sinistros, no dia a dia e, especialmente, nas épocas mais temerárias. Para tanto, será fundamental a união das diversas esferas de poder e o investimento racional em tecnologia. E, naturalmente, decisão política de ser intolerante com as multas a serem aplicadas aos infratores. Cotidianamente.

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