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Fome e Nordeste

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Assessores do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva já admitem a necessidade de reordenar os gastos do governo federal a fim de que as ações sociais previstas possam ser implementadas. E várias delas constam do Projeto Fome Zero, que se destaca entre os mais importantes compromissos de Lula assumidos durante a campanha e reiterados nos primeiros pronunciamentos depois das eleições. O Fome Zero conta com cerca de R$ 4 bilhões do Fundo de Combate à Pobreza previstos no Orçamento da União para o próximo ano. Mas serão necessárias muito empenho do futuro governo junto ao Congresso para o cumprimento destas e outras metas. De acordo com os cálculos feitos pela assessoria de Lula, só o custo anual do programa de erradicação da fome deve se aproximar de R$ 6 bilhões. Que os entendimentos prosperem de acordo com as melhores expectativas da Nação brasileira. Especialmente no tocante aos crônicos e piores problemas sociais, a exemplo da fome. O seu principal foco de combate será direcionado ao Nordeste, segundo as declarações de José Graziano, um dos principais assessores do presidente eleito, divulgadas ontem pela Agência Folha. ?A seca e a fome são questões recorrentes nos Estados nordestinos, por isso vamos concentrar lá nossas ações. A idéia do governo não é distribuir comida, mas sim cupons de alimentação, que a população poderá usar como se fossem vales-refeição para comprar nas lojas e mercados locais. Dessa forma, acreditamos que vamos movimentar a economia dessas regiões?, afirmou. E completou: ?Dessa forma, acreditamos que vamos movimentar também a economia dessas regiões. Será um estímulo para que as populações locais produzam alimentos para a venda, recriando a economia e gerando renda?. Pelos cálculos do assessor petista, as ações nesse setor precisam atingir cerca de 10 milhões de famílias em todo o País. São pessoas que se encontram diariamente ameaçadas pela fome devido à pobreza. São bastante antigas as preocupações com o crescimento das causas e efeitos desta situação no mundo. Principalmente no Nordeste, onde considerável parte do povo está mais uma vez sofrendo com os rigores da seca. Justamente a região que, nos primeiros anos da década de 90, quando surgiu, no Brasil, a A Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, já aparecia com 51% da população abaixo da linha de pobreza. Tomara que logo tenhamos motivos para comemorar as soluções.

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