Opinião
O m�nimo e a nova realidade
O aumento anunciado para o salário mínimo, se não corresponde aos sonhos da maioria dos brasileiros empregados, deve ser visto, sem favor nenhum, como mais uma comprovação dos resultados positivos da política econômica implementada desde 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência da República. Em dez anos, acumulou-se um crescimento real de 70%. Essa conta compreende um somatório dos reajustes no período (239%), subtraindo-se desse percentual o crescimento inflacionário no mesmo espaço de tempo (99%). Qual sindicalista lembrar-se-á da palavra de ordem ?radical? do salário mínimo brasileiro ser balizado em US$ 100 (cem dólares americanos)? Ao câmbio de ontem, o novo salário mínimo brasileiro equivale a US$ 330,65. Segundo os cálculos do Dieese ?apenas o acréscimo de R$ 56 deve representar um acréscimo de R$ 32,7 bilhões na economia?. Como o valor do mínimo funciona como indexador real para uma fatia cada vez maior da massa salarial, os efeitos do aumento na injeção de dinheiro à economia será muito maior. Ainda segundo a mesma fonte, ?o impacto na arrecadação tributária sobre o consumo ficará em torno de R$ 15,9 bilhões?. Naturalmente, isto não quer dizer que a economia brasileira esteja nos píncaros do sucesso. O crescimento ainda avança com dificuldade, amargando percentuais magérrimos e muitos especialistas preveem um decrescimento para o 1º trimestre de 2013, embora a maioria dos estudiosos avalie que essa tendência de queda será revertida já a partir do segundo trimestre. É importante a percepção que mesmo tendo reduzido seu ímpeto de crescimento, o Brasil não só segue adiante, mas continua a materializar um impressionante processo de inserção social. Com um pouco mais de ousadia, e firmeza, na liberação das forças vidas da economia, nosso país retomará ainda mais cedo que o previsto, sua ascensão entre as maiores economias do planeta. Os resultados positivos, colhidos na atual fase de enormes dificuldades, comprovam a vitalidade brasileira.