Opinião
A ENCANTADORA SIMPLICIDADE DA FAM�LIA
?Vieram apressados os pastores, e encontraram Maria com José e o Menino deitado no presépio? (Lc 2,16). Que cena tão encantadoramente humana: um recém-nascido deitadinho entre seu pai e sua mãe: uma família humana... Uma família, naquilo que tem de mais simples, mais genuinamente humano e óbvio: um homem pai, uma mulher mãe, um menininho deitado entre eles, tranquilo e seguro! O Menino que nasceu para nós, tão humano, encontrado com Seu pai e Sua mãe, no seio ? tão normal, tão nosso ? de uma família! É o sentido da festa deste domingo dentro da Oitava do santo Natal. Jesus, o Filho eterno do Pai, assumiu realmente uma família humana! Poderia ter simplesmente aparecido na terra... Mas, não: nasceu de uma Mãe, precisou de um pai, de um lar, de uma vida familiar. E isto tem implicações seriíssimas para a nossa fé cristã. A festa deste hoje deixa claro que a família é sagrada. Para nós, cristãos, ela não é somente uma realidade cultural, social, antropológica; é, acima de tudo, uma realidade teológica, isto é, ela pertence ao plano de Deus para a humanidade. Desde a criação, o Senhor pensou a humanidade como homem e mulher (cf. Gn 1,27) e determinou que o homem não estivesse sozinho (cf. Gn 2,18); desde o princípio, a primeira palavra do homem foi uma declaração de amor à mulher: ?Esta sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne? (Gn 2,23). O Evangelho de hoje mostra o Senhor Jesus no seio familiar, como qualquer criança, submisso aos Seus pais no dia a dia. A família é vista e pensada em Cristo, como uma pequena comunidade de irmãos em Cristo. Jamais, para um cristão, a vida familiar é simplesmente natural. Jamais um cristão poderá aceitar que seja chamada propriamente família quaisquer uniões, que não a união de um esposo com uma esposa e os filhos nascidos do amor deles ou pelo amor deles acolhidos. Jamais será lícito a um cristão aceitar um conceito de família diferente daquele que a Palavra de Deus nos apresenta. Trata-se, aqui, de fidelidade à Palavra de Deus; e num tema decisivo para a humanidade! Destruir e desvirtuar a família é colocar em perigo a própria humanidade, o próprio tecido social e os valores mais caros à nossa cultura. Pense na situação de nossos jovens, sem religião, descristianizados e confusos entre mil valores e contravalores. Muito da crise atual da nossa civilização ocidental se deve à destruição do tecido familiar. Se não é a família o primeiro ambiente no qual se transmitem os valores humanos e cristãos, pobre sociedade: será cada vez mais desumana e menos cristã! Invista na sua família, não permita que o conceito de família e a própria realidade familiar sejam desmoralizados e destruídos na nossa sociedade já tão debilitada e confusa! Um bom 2013 para você! Um abençoado 2013 para nossas famílias e para todas as famílias brasileiras!