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Opinião

Desafios a responder

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Não serão poucas as pressões sobre o desempenho da economia brasileira neste novo ano. E, até pelo pífio desempenho no ano passado e pelas magras perspectivas da economia mundial, é indiscutivelmente real o desafio para que o Brasil se alevante em pelos menos 3% em 2013. Razões existem para a pequenez da performance brasileira, onde figuram os efeitos implacáveis de três debilidades fundamentais: precária infraestrutura, educação deficiente e caos na segurança pública. Este trio do atraso, em função de acúmulos históricos, não pode ser superado do dia para a noite. Mas é certo também que sem ousadas políticas públicas esses três segmentos basilares seguirão sendo obstáculos intransponíveis. Num momento onde concepções retrógradas radicalizam e procuram massificar o entendimento do ?quanto pior melhor?, torna-se ainda mais necessária a análise desapaixonada, balizada por critérios científicos e distanciados dos interesses partidários. Nesse sentido, vale a pena prestar atenção a análises de cientistas econômicos de renome como Jim O?Neill (criador do acrônimo Bric, hoje ampliado para Brics), avaliando que ?as medidas de estímulo econômico aprovadas pelo governo neste segundo semestre devem ser suficientes para impulsionar o PIB em 2013?. O?Neill se refere à ?desoneração de alguns setores e à desvalorização do real, além da queda da taxa básica de juros (Selic) de 12,5%, em julho, para os atuais 7,25%?, porém, alerta para a gravidade da situação, pois ?se isso não ocorrer e o crescimento brasileiro voltar a decepcionar, como em 2012, o status do Brasil como um país do Bric de fato será colocado em xeque?. Sem dúvida, são muito positivas atitudes governamentais como a redução de IPI, corte nos juros e outras tantas medidas ocasionais. Mas, mesmo contribuindo para fomentar o crescimento da atividade econômica, não passam de paliativos. O grande desafio para o Brasil é ampliar os investimentos estruturantes especialmente em educação, saúde, infraestrutura e segurança pública.

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