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Opinião

Mais uma chance no calend�rio

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Enfim, um evento com capacidade de atração para moradores e turistas parece se apresentar como permanente no calendário alagoano. O réveillon, a cada ano, se afirma como festa massiva, em crescente participação de público e polvilhada de promoções privadas de excelente nível. Em função da junção apropriada das políticas do poder público municipal e da iniciativa privada, o réveillon na capital alagoana deve se orgulhar de estar se transformando em um dos melhores eventos deste tipo em todo o Brasil. Até pelo crescimento do fluxo turístico, porém, urgem novas iniciativas destinadas a melhor acolher essa demanda. Uma das debilidades evidentes está no item transporte. Ônibus e táxis estão absolutamente defasados, em suas agendas e procedimentos, para responder ao crescente afluxo de passageiros. E com a meritória radicalização da Lei Seca, cada vez mais se fará necessário um planejamento apropriado para o atendimento desta explosiva demanda. E não se fala aqui em aumento de frota, mas na racionalização do uso dos equipamentos disponíveis, especialmente entre a noite do dia 31 de dezembro e o raiar do dia 1º de janeiro. Quem se deu ao cuidado de comparar os últimos réveillons em Maceió percebeu o estrangulamento galopante na relação demanda/oferta de transportes nesse crítico espaço de tempo. É um caos. Levas de pessoas, notadamente famílias com crianças menores, a caminhar apreensivas e cansadas, num angustiante balançar de mãos na esperança que algum táxi lhes dê atenção. Os serviços por telefone, embora gentilmente atendam às ligações, invariavelmente informam que não têm como corresponder a seus clientes. E se um turista, ao conseguir, por pura sorte, um táxi, e não tiver à mão o endereço preciso da festa onde pretende ir, terá o azar de ficar zanzando pelas ruas, perguntando aqui e ali, pois a maioria dos motoristas desconhece os destinos mais badalados afora o ponto da queima de fogos. Enfim, cuidado é preciso ter para que, novamente, Alagoas não venha a matar outra galinha dos ovos de ouro.

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