Opinião
R�VEILLON DE MACEI�: UM ESPET�CULO!
Em algum momento repliquei neste espaço ? aliás, um privilégio que esta Gazeta me concede ? as palavras do velho amigo baiano Chico Pessoa: ?Quem mais fala mal de Alagoas são os próprios alagoanos?. Essa máxima não me sai da cabeça e continua gravada no meu inconsciente. Sempre que ouço críticas veementes que atingem a terrinha me acende a luzinha relembrando o comentário do meu amigo. Entendo que não se pode jogar sob o tapete as mazelas que costumeiramente ocorrem. Que não podemos silenciar ante a corrupção, a violência, o descaso, a falta de comprometimento com a evolução e o crescimento do Estado. Não podemos ficar omissos com as falcatruas, a impunidade que imperam principalmente nos bastidores de instituições que, de acordo com a Carta Magna, deveriam preservar o direito da cidadania. Não podemos calar quando elementos conhecidamente amorais se ?elegem? para reger tribunais cuja missão é julgar a imoralidade e o desvio de conduta de outros não menos indignos dos cargos que exercem. Esta temporada de férias pode ser considerada uma benção para o trade turístico, principalmente na capital. Imaginem, na virada do ano a rede hoteleira ocupava cem por cento de sua capacidade e até o carnaval teremos muita gente circulando pelos principais pontos de atração e beleza, dando cor de bronze em seus corpos tocados pelos raios incandescentes do sol que se derrama sobre a cidade eleita a mais bonita do Brasil. O réveillon de Maceió se transformou num espetáculo à parte, tanto na área pública, quantos nos ambientes fechados, principalmente. Conversei com pessoas que frequentaram esses shows e só ouvir elogios, referências positivas pela organização e o abastecimento necessário de comidas e bebidas até o final das festas. Referências elogiosas de capixabas, paulistas e baianos que comigo conviveram ao longo desses dias. Achei, portanto, estranhos os comentários críticos muito contundentes que foram postados em redes sociais, inoportunos. Naturalmente que algumas falhas podem ter ocorrido. Claro que sim. Mas, daí a radicalizar ao ponto de denegrir um evento, hoje, admirado e desejado pelo Brasil, existe uma grande diferença. Bem mais sensato seria contribuir apontando sugestões de melhorias para que o próximo ainda melhor. Ou assimilar o bairrismo de pernambucanos, cearenses e baianos: se é nosso, nada mais se compara.