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A BRAVURA DE MANSO

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Hoje, dedicaremos este artigo a um cidadão que dedicou aproximadamente 45 anos de sua vida à magistratura alagoana, deixando por onde passou marcas que bem testificam o exercício pleno e justo de autoridade judicante. A pessoa que nos referimos trata-se do jurisconsulto Orlando Monteiro Cavalcanti Manso, conhecido por todos como Orlando Manso, ou simplesmente Manso. Ao cognominarmos o homenageado do título em evidência fazemos com a consciência tranquila, visto que na condição de juiz de 1° e 2° graus sempre demonstrou em seus pareceres vasto conhecimento cível e criminal, cujas sentenças são verdadeiras jurisprudências, onde certamente serão citadas em petições por colegas advogados, quer no fórum, ou mesmo no tribunal do júri. Lembramo-nos da promoção a desembargador acontecera na tarde do dia 13 de outubro de 1987, cujo ato fora assinado por Fernando Collor, governador de Alagoas à época. Tal lembrança é cristalina, vez que naquela mesma tarde, dia, mês e ano, a caneta do sempre lembrado presidente assinava nosso ato ao último posto da Polícia Militar e ao deixar o gabinete daquela autoridade adentrava incontinente o então juiz Orlando Manso juntamente com seus familiares para ser promovido ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas. Falarmos das suas ações como magistrado, necessitaríamos de incomensuráveis espaços nesta página de Opinião. Contudo, a sociedade alagoana é testemunha incondicional das atitudes e decisões tomadas por dr. Manso, mesmo em detrimento e até sacrifício da própria vida. Como verdadeiro infante, jamais recuou das medidas adotadas, ainda que desaguassem em consequências funestas e comprometedoras. Sempre cumpriu com o dever sagrado de preservar, a todo custo, o juramento prestado ao ingressar na magistratura, sabendo que iria agradar a alguns e desagradar a um grande número. Mesmo assim, preferiu optar por: fiat justitia, pereat mundus, isto é, faça-se justiça, mesmo que o mundo pereça. Gostaríamos muito que a Proposta da Emenda Constitucional, conhecida pejorativamente por PEC da Bengala, que dorme nos porões do Congresso Nacional já tivesse sido aprovada, porque não apenas a pessoa em foco, mas, tantas outras da estirpe dele teriam mais 5 anos servindo com abnegação e sabedoria à Justiça brasileira. De qualquer sorte, mesmo na inatividade, dando maior assistência à família, Manso deixa várias páginas escritas na História da Justiça do nosso Estado e quiçá do Brasil, cujo conteúdo e recordação trazem benefícios para nossa sociedade e para todos os integrantes do Poder Judiciário. Felicidades, dr. Manso, na inatividade ao lado da esposa, filhos, netos e familiares! Deus te abençoe.

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