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VOLTANDO A FRANKFURT

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Há muitos anos que não voltava a Frankfurt. A mais importante e rica cidade da Alemanha. Mais volvida para as finanças e para o comércio. Cresceu desordenada, os prédios se amontoam, sem muita beleza. Um bonito parque alongado divide seus dois bairros centrais, o Gallugelange, ficando, de um lado, a importante Estação Ferroviária, que é enorme. Em torno dela existem muitos hotéis de todas as classes e algumas ruas onde se encontram vários cassinos, cabarés, prostíbulos e um comércio mais barato. Há, porém, uma boa e antiga rua para compras: a Kaiserstraff. Muito frequentada. Do outro lado do parque, está o Alte Ópera, lugar influenciado pela situação do belo e distinto edifício da ópera que deu o nome ao distrito elegante. Aí se encontram as lojas das famosas grifes. Na Goethstraffe, na Vesestraffe, na Goethplatz, existe o que há de mais chique e fino para comprar e também os melhores hotéis e restaurantes. A cidade é grande e tem de tudo: bons teatros, vários parques, um zoológico. O edifício da Câmara do Comércio e da Indústria, em estilo neoclássico, é lindo; a Ópera Moderna, onde assisti, numa noite, à Ópera La Bohéme de Puccini, é imponente. O prédio do Banco da Alemanha, como outros edifícios construídos ao lado do Gallugelange, são grandiosos. Porém, gosto mais de Munique, construída nos Alpes Bávaros; de Colônia, com sua bela catedral; de Hamburgo, mais alegre; de Bonn, mais aconchegante, e de outras. Cheguei à Frankfurt depois de trocar três vezes de avião, num frio de 15º e debaixo de uma chuvinha fina e irritante. O pior é que o hotel, por mim escolhido na internet, não tinha acesso para cadeira de rodas. Mas o gerente me levou para outro, um pouco inferior, pertinho, mas que não tinha degraus para entrar. Porém, a cadeira não cabia no elevador. Tinha que deixá-la na gerência, durante a noite, para carregá-la. Mas foram gentis e tudo se arranjou. O quarto era bom e próprio para deficientes. Não houve problemas. Porém, eu tinha que passar pelas ruas de paralelepípedos, muito comuns nas cidades do Norte da Europa, e lá se foi o meu pneu! A câmara furada! E eu não tinha levado uma sobresselente, como sempre faço. Fiquei desesperada! No primeiro dia na Europa! Mas, por sorte, o rapaz que veio me socorrer conseguiu dar um jeitinho e tudo se arranjou e fiquei feliz, grata a Deus pela ajuda.

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