loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Grandes riscos do PIB pequeno

Ouvir
Compartilhar

Sob a aparente pasmaceira típica do início do ano, 2013 vai se afirmando como um ano de grandes desafios e de crescentes problemas que tendem a se agudizar neste primeiro trimestre. No centro dos fatores de pressão está a pequenez do PIB. Os chuviscos de verão, apesar de amainarem os temores de apagões, não aliviam em nada os tremores diante da perspectiva de não crescimento do Produto Interno Bruto neste ano. Em 2012, o PIB expandiu-se apenas em 1%, situando-se abaixo dos crescimentos de todos os demais companheiros de Brics. Foi um tremendo efeito ?ducha de água fria? sobre o entusiasmo (mundial) pelo crescimento da economia do Brasil em 7,5% há apenas dois anos. Além dos evidentes efeitos perniciosos para a economia brasileira provenientes do rebaixamento da ascensão do PIB, os reflexos políticos de um crescimento decepcionante são igualmente claros. Neste ano, registra-se uma década da chegada do PT e seus aliados à Presidência da República e durante este tempo não só o avanço do PIB tem caracterizado esse período, mas especialmente a marca desses dez anos é o impressionante processo de inserção social. Obviamente, estão ligadas essas duas características da década. Não existe processo de incorporação social positiva com crescimento econômico negativo. O próprio ?congelamento? dos índices de crescimento do PIB, mesmo em médio prazo, prejudica a mobilidade ascendente entre as camadas sociais. Turbinar o crescimento do PIB é, portanto, uma questão vital. É sobre esse percentual que se sustenta a escada social. Entre os analistas econômicos, uma linha geral, quase unânime, desenha previsões de crescimento do PIB brasileiro em torno dos 3% para este ano. São oráculos alvissareiros, apesar de estimativas anteriores de instituições internacionais terem especulado com um ponto percentual a mais. Não será ruim uma subida na faixa dos 3%. Mas é importante prevenirem-se os navegantes para este primeiro trimestre, pois a mesma linha geral de avaliação prevê para os três primeiros meses de 2013 crescimento zero, ou pior: menos 1%.

Relacionadas