loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Tema explosivo e incontorn�vel

Ouvir
Compartilhar

Inevitável, retorna à tona a notícia sobre o aumento no preço dos combustíveis. Mais precisamente, a questão se coloca em termos do reajuste do preço da gasolina, que estaria defasado há anos em relação aos valores do barril de petróleo no mercado internacional. Diz a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda que 7% seria aumento ?plausível?. Claro que, a este comentário, foi acrescida, oficialmente, a ressalva de que ?o governo ainda não decidiu quando será este aumento?. Concomitantemente, à discussão sobre o preço da gasolina, aflora o debate sobre o álcool combustível. Num primeiro momento, a conversa se dá em torno da subida do percentual de etanol misturado à gasolina, que iria dos atuais 20% para 25%. Por enquanto, não se fala em crescer o preço do álcool, mas... É inevitável a colocação em pauta do valor cobrado pelo álcool, pois os custos de produção no setor sucroenergético têm sido insistentemente esgrimidos pelos empresários. O salto no volume de compras para garantir o provável aumento de 5% deverá apaziguar um pouco as cobranças do segmento, mas não será possível fugir ao debate sobre o custo do etanol brasileiro. Apesar de todas as óbvias justificativas para esses previsíveis aumentos, não se pode olvidar do efeito de qualquer acréscimo no preço dos combustíveis sobre a temível inflação. Além das consequências matemáticas, deve ser considerado o fator psicológico, pois durante décadas a subida no cobrado às bombas de gasolina era considerado pelo povão como o gatilho para uma rajada de aumentos em série. O congelamento no preço dos combustíveis, apesar de seu grande sucesso junto à opinião pública, tem sido um desastre para as contas públicas e especialmente para a Petrobras. É incontornável o descongelamento do preço ?oficial? dos combustíveis. Começará o degelo pela gasolina mas, além do álcool, o velho e bom óleo diesel também exigirá reposição de sua defasagem (que varia entre 4% e 5%). Preparemos, desde já, os bolsos; planejemos o consumo; sejamos mais racionais, pois os combustíveis ficarão mais caros.

Relacionadas