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Opinião

A VIDA E O LABIRINTO DE UM GOVERNO

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Durante encontro de confraternização de fim de ano, com jornalistas e radialistas alagoanos, fui estimulado a examinar a conjuntura do Estado e, ao mesmo tempo, efetuar breve balanço sobre as atividades que desempenho como senador. Tratei do trabalho à frente da Comissão de Infraestrutura e da viabilização de emendas para grandes obras federais, como o Canal do Sertão. E informei aos presentes acerca da atualização do Código de Defesa do Consumidor, cuja lei sancionei como presidente da República, em 1990. Mostrei ainda a forma pela qual traduzo meu compromisso com todas as regiões de Alagoas, ao direcionar recursos orçamentários para sessenta municípios. Destes, quarenta já se beneficiam com obras decorrentes da liberação de recursos advindos dessas emendas individuais. Externei, por fim, minha indignação em relação à gestão estadual. Responsabilizei o governador pela penúria em que se encontram a saúde, a educação e a segurança dos alagoanos, pois já vejo o chefe do Executivo prevaricando desde o primeiro mandato. E o que o governador resolveu fazer logo nos primeiros dias do ano? Ele, que vinha nomeando mequetrefes para tentar destemperar o debate legítimo, aventurou-se a justificar seu labirinto governamental com ataques vazios. Diante de tanta falta de argumentos, pensei até em ignorar, mas os sucessivos e recentes atos de violência e de incúria administrativa mantêm o tema na ordem do dia. Assaltos em profusão: jovens, idosos, farmácias, mercadinhos, bancos, pequenos comerciantes etc. Sair de casa e voltar incólume virou loteria no cotidiano das pessoas. E o governo comemora resultados... O balancete macabro, de origem palaciana, mantém Alagoas campeão entre os Estados onde mais se mata gente no País. Ora, se houve 60 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes em 2011, o quadro de 2012 mostra 53 assassinatos. Aparenta vileza a celebração desse número pífio. O Plano Brasil Mais Seguro, de ótima iniciativa federal, precisa de sustentabilidade estadual, o que não se providenciou até agora. É aí que também reside a falta de cumprimento do dever. Quem não se recorda da promessa solene de contratar mil policiais por ano, a partir de 2007? Cadê os investimentos sociais do Estado? E a educação, quando será tratada com dignidade e respeito? Em sua confusão explicativa, o governador, agora, proclama a solução desses males com o tal do empréstimo bilionário. Mas a casa não havia sido arrumada, como o próprio anunciou na campanha à reeleição? Em relação ao mandato parlamentar, reafirmo meu compromisso com Alagoas. Quando o projeto do Estaleiro Eisa empacou no Ibama, lá estava eu exigindo celeridade; quando houve necessidade, por exemplo, de consignar as emendas de bancada em prol do nosso desenvolvimento, lá me encontrava na presidência da Comissão de Infraestrutura. Em Brasília, meu gabinete permanece de portas abertas para servir ao Estado. Do governador ? além de aptidão, disposição, coragem cívica e honestidade de propósitos ?, espera-se, pelo menos, humildade para refletir diante da crítica, sobretudo quando ela se refere à vida daqueles que não possuem voz perante o poder oficial.

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