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Opinião

A partir do m�nimo

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Com as discussões relacionadas ao Orçamento da União para o primeiro ano do próximo governo, a Nação aguarda, naturalmente, por melhores medidas para os setores tradicionalmente mais necessitados. Que elas contemplem sobretudo o social, onde muitos problemas terão seus efeitos minimizados se for aprovado um salário mínimo satisfatório. As preocupações dos novos governantes e legisladores devem ser voltadas para o atendimento das necessidades mais urgentes do povo. Especialmente dos segmentos sem renda alguma ou da maioria dos trabalhadores, das famílias que dependem exclusivamente dos benefícios da previdência. As ações nesse sentido devem ser prioritariamente voltadas para os idosos. Em 2000, quando foi realizado o último censo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o País já tinha quase 15 milhões de pessoas com 60 anos de idade ou mais (8,6%) do total de habitantes, sendo a maioria mulheres (8,9 milhões). 62,4% eram responsáveis pelos domicílios e tinham em média 69 anos de idade e 3,4 de estudo. Com um rendimento médio de R$ 657,00, eles ocupam cada vez mais um papel de destaque na sociedade brasileira. De acordo com o IBGE, a maior parte dessa parcela da sociedade vive nas grandes cidades. Nos próximos 20 anos, ela poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas e deverá representar quase 13% da nossa população geral ao final deste período. Os que habitam domicílios com apenas um morador são mais freqüentes nos Estados do Sul e Sudeste. Os números também mostram que 64,7% dos idosos responsáveis pelos domicílios moram com ou sem cônjuge, mas com filhos e/ou parentes na mesma casa. Nas regiões mais pobres (Norte e Nor-deste) as condições de vida das pessoas nesta faixa de idade são mais deploráveis em relação às demais. A começar pelas habitações sem saneamento ou com serviços de esgoto e de limpeza inadequados. O órgão também revela outras evidências da grande diversidade socioeconômica do País que proporciona os altos índices de pobreza no Norte e Nordeste, sobretudo nas comunidades rurais ser menos que a metade do urbano. Ao contrário dos Estados do Sul, Sudeste e das fronteiras agrícolas do cerrado (região Centro-Oeste e Rondônia). E o pior: o menor rendimento médio dos responsáveis idosos no País é o do Nordeste (R$ 198). O equivalente a apenas 36,3% do Centro-Oeste ou a 49,7% do rendimento na área rural do Sul e Sudeste.

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