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Opinião

CONTINUANDO MINHA VISITA PELA EUROPA

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Passei lá, o dia mais importante para os alemães, o dia da união das duas Alemanhas: ocidental e oriental, divididas desde a Segunda Guerra Mundial. A diferença do lado ocupado pelos russos era visível em todos os setores. E quantos germânicos foram mortos quando tentavam pular o muro para gozar a vida progressista da parte alemã! É o feriado mais respeitado e aguardado. Estava passeando pelo Parque Gallugaullange, quando se aproximou uma grande passeata de protesto composta de pessoas mais idosas aposentadas, balançando bandeiras de várias organizações partidárias, mas pacífica, mas transmitiam seus descontentamentos via microfone. Uma senhora se aproximou de mim e falou num inglês cheio de sotaques: ?Não é política, não. É dinheiro que queremos; veja neste banner (e mostrou-me o que trazia na mão). Pagamos 500 euros só de impostos?. A parada se detinha diante de um quiosque do parque e alguém, lá, se aproximava de um microfone e fazia um discurso inflamado. Numa manhã ensolarada de domingo, fui até a estação, onde está um bureau de turismo que nos encaminha aos lindos passeios que existem na redondeza. As ruas ainda estavam desertas, pois os alemães dormem até mais tarde nesses dias. Perto de mim, parou um casal de jovens altos e belos. Abraçaram-se e eu apreciava aquele quadro de ternura com simpatia. Mas, infelizmente, não era um simples colóquio amoroso: de repente, o rapaz tirou de um pacotinho que trazia do bolso duas pílulas e colocou uma na boca da moça e a outra na dele. Estavam se drogando! Como aquilo me entristeceu! E o encanto que estava sentindo por um gesto de amor se transformou num sentimento de compaixão, de horror. Drogando-se em plena rua! Que tristeza! De Frankfurt, parti para Zurique. Havia passado toda a noite sem dormir pensando se encontraria alguém para empurrar minha mala até o check-in da Lufthansa. Mas o rapaz da recepção me arranjou uma vã com elevador para a cadeira e o motorista me levou até onde eu queria. O que demorou foi acertar o portão de embarque. O aeroporto é imenso, complicado. Foi uma angústia. Mas, lá dentro, as assistentes para deficientes e idosos foram fantásticas. Tive todas as atenções, inclusive me ofereceram água, refrescos e cafezinhos! Agora é assim: na Europa, nos dão a maior atenção nas companhias aéreas. Basta provar suas necessidades de auxílio e tudo fazem por você!

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