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Opinião

O DESAFIO DA DROGA CHAMADA CRACK

Atualmente, temos um grande problema no Brasil: o aumento generalizado do consumo do crack. Até hoje, ninguém conseguiu mudar essa triste realidade, virou paisagem, houve uma banalização do problema e todos apenas lamentam. Entre 1984 e 1985, nos bairros

Por | Edição do dia 23/01/2013 - Matéria atualizada em 23/01/2013 às 00h00

Atualmente, temos um grande problema no Brasil: o aumento generalizado do consumo do crack. Até hoje, ninguém conseguiu mudar essa triste realidade, virou paisagem, houve uma banalização do problema e todos apenas lamentam. Entre 1984 e 1985, nos bairros pobres de Los Angeles, Nova York e Miami, habitados sobretudo por negros e hispânicos e acometidos por altos índices de desemprego, surge o crack. Obtidos de modo simples, de fabricação caseira e utilização em grupo, dentro de casas com graus variados de abandono e precariedade (crack houses), os cristais eram fumados em cachimbos e estralavam (cracking) quando expostos ao fogo, característica que lhes conferiu o nome. O uso produz uma euforia de grande magnitude e de curta duração, seguida de intensa fissura e desejo de repetir a dose. Logo se percebeu o potencial altamente dependógeno dessa forma de administração da droga. Diante dessa triste e sofrida realidade, precisamos entender que a droga sempre vai existir, nunca teremos uma finalização total do problema. O que precisamos tomar é consciência de que devemos informar todos os males que as drogas trazem. Um verdadeiro enfrentamento só será eficaz se houver uma responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos no problema; ou seja, todos juntos, unidos pela causa. Não adianta tomar atitudes isoladas, querer tapar o sol com a peneira. A maior política sobre drogas se faz com a sociedade envolvida e todos profissionais, políticos, mães, pais, igreja, comunidades, grupos de mútua ajuda, imprensa, judiciário, todos juntos e misturados dando informações importantes para a resolução do problema. Informar significa alertar e mostrar os caminhos certos. Não podemos fugir de uma realidade tão séria; precisamos nos unir. Não adianta tirar os usuários das ruas e não continuar o tratamento. Essas pessoas precisam também de um rumo na vida. Precisamos de escola em tempo integral, de locais de lazer para os nossos jovens, praças recreativas, emprego e renda. Capacitação é uma esperança melhor de vida. Do contrário, continuaremos sempre lamentando o problema e isso não leva a nada. Acredito que a melhor maneira de diminuir essa epidemia é informar, prevenir, amar no sentido real da palavra, sem preconceitos, e com muita serenidade. Nessa luta não pode existir fogueira de vaidades; precisa existir, sim, a solidariedade humana. Termino esse artigo com a certeza de que a informação é a maior arma no combate às drogas.

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