Opinião
Educar: uma li��o essencial
Justas são as iniciativas destinadas a turbinar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, aliviar na bolsa cidadã, o peso de insumos básicos. Este é o caso do redutor aplicado ao preço da conta de energia. Mesmo polêmico, é indubitavelmente meritório. Mas para falarmos em desenvolvimento, faz-se necessário algo mais que o indispensável crescimento econômico. Não se pode supor uma sociedade desenvolvida sem que estejam em patamares civilizados índices básicos como educação, saúde, segurança pública ? apenas para falarmos na tríade fundamental. E tão somente para citarmos um desses três segmentos essenciais, retomamos o alerta sobre a precária realidade educacional brasileira. Relembramos, aqui, um dado preocupante divulgado em novembro do ano passado, quando nosso país se viu situado no penúltimo lugar num ranking global sobre a qualidade do ensino. Um trimestre depois, nenhuma resposta significativa se percebe no horizonte. O estudo foi realizado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU). No topo da lista estava a Finlândia, seguida de perto pela Coreia do Sul e Hong Kong (China). E, no rodapé da relação, estavam Indonésia, Brasil e México. E para reavivar a memória dos interessados no tema, relembramos que a pesquisa foi estendida por 40 países. Depois da divulgação desse levantamento, foram sucessivamente divulgadas experiências criativas em soluções educacionais nos mais diversos países, como, por exemplo, as Escolas Flutuantes em Bangladesh, iniciativa premiada na Cúpula Mundial de Inovação em Educação e cuja experiência-piloto consiste, simplesmente, em duas dezenas de barcos-escola movidos a energia solar e equipados com salas de aula e bibliotecas. No Brasil, a última grande inovação qualitativa no processo educacional data de 1991: os Centros Integrados de Atendimento à Criança (CIACs), que com suas fábricas de escolas e seu funcionamento em regime integral espalharam pelo Brasil uma nova realidade, infelizmente interrompida abrupta e prematuramente. É hora, portanto, de serem retomadas as lições de criatividade e ousadia que já fizeram parte da história da educação no Brasil.