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ZURIQUE, A MAIS RICA CIDADE DA SU��A

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Cheguei à Zurique, tomei um táxi e me dirigi ao Hotel Central Plaza, onde me hospedei. Situava-se num movimentado largo em frente ao Rio Limmat. Ponto muito movimentado, onde se cruzam bondes, ônibus elétricos e carros. Havia vários semáforos, faixas para pedestres, mas as pessoas atravessavam as ruas, fora deles, na maior tranquilidade. Os transportes esperavam que os pedestres passassem para se movimentar. Não eram nem bobos para atropelar alguém. A polícia de lá é muito enérgica, não vale a pena tentar. Lembro-me de uma vez que estava em Zurique e ia levar um grupo de minha agência para visitar o Monte Pilatus, o qual fica próximo a essa cidade e é um dos pontos mais bonitos para conhecer. Íamos costeando o lago quando o nosso veículo raspou, ligeiramente, num carro que passava. Imediatamente chegou um policial que subiu ao ônibus, ralhou com o motorista e disse que iria levá-lo para a delegacia. Pedi a ele que perdoasse o chauffeur, pois tinha sido uma batida ligeira, e era nossa última tarde na Suíça. Só tínhamos aquela oportunidade para fazer esse passeio. O guarda era um rapaz de uns vinte anos, me olhou com espanto e me respondeu com austeridade: ?Senhora! Primeiro a lei, depois o turismo?. E levou o condutor, e nós tivemos que passar o resto da tarde sentados às margens do lago aborrecidos por perdermos a visita ao famoso monte. Do outro lado do rio ficava a grande estação ferroviária. Iria lá outro dia. Na manhã seguinte à minha chegada, saí pela calçada que beira o Rio Limmat, apreciando a paisagem e marcando os pontos para me orientar na volta. Lojas finas, igreja, prédios públicos suntuosos marginavam o rio. Finalmente, cheguei ao cais de onde saem os barcos que navegam pelo lago, ligando varias cidades situadas em suas margens. Através de informações no local, soube que dali a alguns minutos sairia um tour de navio, que levava duas horas dando a volta no lago. Tomei-o, então, e fiz um lindo passeio. No retorno, segui pela avenida que ladeia as águas e vai dar no belíssimo parque General Quissan. Do outro lado desse logradouro, erguem-se imponentes prédios, quase todos de bancos ou oficiais. Na tarde seguinte, fui visitar a Estação Ferroviária. Enorme e limpa, lá se situam lojas, bares, restaurantes, parques para diversão das crianças, um mercado que vende todos os alimentos crus ou preparados. Atravessamos a rua ao lado da estação e alcançamos a zona mais elegante da cidade de Zurique, a Bahnhofstrasse, onde, entre outras lojas chiques, fica o prédio da Bucherer, cujos relógios, joias e óculos não encontram semelhantes em todo o mundo.

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