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Opinião

Sem projeto, gestores devolvem recursos

Estados e municípios, com toda a razão, se apresentam aguerridos para garantir repasses, convênios e contratos. O prefeito e o governador, aqui e País adentro, agem como se espera nessa busca pela verba que deve viabilizar obras de variadas naturezas. O

Por | Edição do dia 01/02/2013 - Matéria atualizada em 01/02/2013 às 00h00

Estados e municípios, com toda a razão, se apresentam aguerridos para garantir repasses, convênios e contratos. O prefeito e o governador, aqui e País adentro, agem como se espera nessa busca pela verba que deve viabilizar obras de variadas naturezas. O que não combina coisa alguma com isso é o fato de, muito mais do que se imagina, prefeitos e governadores devolverem o dinheiro pelo qual tanto brigam. Descobre-se, agora, que mais de R$ 10 milhões foram liberados para o Estado de Alagoas – no meio do ano passado – e até hoje não foram aplicados em nada. Ainda não voltaram para os cofres do Tesouro. Mas da Caixa Econômica jamais saíram para ajudar em ações de combate aos efeitos da seca – do ano de 2012. O governo está até hoje no caminho de uma solução para uma questão burocrática, que, uma vez superada, faça o dinheiro cair na conta certa para a finalidade definida quando acertado o convênio. Em anos anteriores, o atual governo e seus antecessores sempre perderam recursos devidamente garantidos pela União. O motivo é sempre o mesmo: ou é falta de conhecimento técnico – falta gente competente – ou a falta de um documento; ou o mais escandaloso: a ausência de projetos. Uma pesquisa nos ministérios pode verificar quantos municípios não tiveram acesso a uma verba disponível por não elaborar um plano devidamente claro para explicar como e onde seriam aplicados o dinheiro que poderia receber. É bom ressaltar que o governo federal envia técnicos de alto nível para treinar os gestores e gerentes para a formulação de projetos. Não apenas repassa a verba como também dá as condições para que a prefeitura esteja apta para captação. E ainda assim, o que se produz prima pelo amadorismo, a negligência e mesmo o descaso em agir de modo profissional. É preciso que a instância local se esforce por essas tarefas simples: conhecer os programas virtuais, navegar nos portais dos ministérios e agir com rapidez e precisão. Somente assim deixaremos de devolver para Brasília os recursos que estão liberados para Estado e prefeituras.

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