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Velho filme op�e novos gestores e ex-prefeitos

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O filme é velho, mas passa de novo, fazendo bastante barulho, desde que 2013 começou. Chega-se ao segundo mês do ano e ainda está em cartaz o enredo que trata da herança dos ex-prefeitos. Dessa vez, o discurso acusatório de vários dos novos gestores entrou na pauta do Ministério Público e do Tribunal de Contas. Quem passou o cargo para um adversário nega o legado de dívidas e irregularidades ? e aponta o dedo acusador de volta. As instituições citadas ? MP e TC ? decidiram apurar o número de prefeitos que decretaram estado de emergência alegando justamente terem recebido uma máquina praticamente arruinada. O último a apresentar um balanço do que herdou foi o prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Segundo ele, foi encontrada uma ?bagunça geral? na administração municipal. Até ?contrato de boca? existiria, segundo seu relato em entrevista coletiva na semana passada. O ex-prefeito Cícero Almeida rebateu as acusações e chamou o sucessor de ?infantil?. Para ele, não há nada de errado nas contas que deixou ? ao contrário do que afirma a nova gestão. Como não se pode avaliar nada (e muito menos decidir alguma coisa) a partir de versões contrárias, expostas de acordo com a conveniência de cada parte, o ideal seria que houvesse um mecanismo para aferir a ?verdade verdadeira?. Por enquanto, o que se tem é o incipiente gesto de duas instituições com o anúncio de investigação. Não se sabe exatamente como isso pode esclarecer os fatos. Todos os ex-prefeitos garantem que deixaram tudo em ordem na despedida; mas os que chegaram logo em seguida afirmam precisamente o contrário. Assim, o filme passa na tela como em outras épocas de sucessão. A população acompanha o bate-boca sem ter como se defender dos excessos dos contendores. O certo é que nada disso deveria ocorrer; e a sociedade não pode tolerar a contenda entre gestores públicos que brigam apenas por seus interesses políticos. Que o MP e o TC investiguem a fundo. E descubram algo de concreto.

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