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Opinião

A guerra da sociedade contra a corrup��o

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Numa sequência interminável, mais uma operação captura gestores públicos que se desviaram de suas funções ? e se apoderaram daquilo que é da sociedade, o bem comum fruto da riqueza produzida pela mão de obra coletiva. A mais recente leva de acusados de privatizar o que não lhes pertence vem de Palestina, um dos vários municípios cuja pobreza retrata uma situação da qual Alagoas ainda pena para superar. Segundo o Ministério Público, secretários municipais fraudavam licitações para ficar com os recursos destinados a obras e serviços. No comando da operação, estava o prefeito de Palestina, como aponta a investigação do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas. Com prisão decretada, o chefe do grupo, até ontem, estava na condição de foragido. Assim como o ex-prefeito de Palestina, há vários outros envolvidos em escândalos de corrupção, com fraude e assalto aos cofres públicos. É desalentador que a população ainda tenha de conviver com esse tipo de padrão de vida política ? algo assim que parece capaz de sepultar as esperanças mais convictas de que tudo ainda vai dar certo. Na recorrência desses atos criminosos, há prefeitos e ex-prefeitos presos, além, claro, de autoridades de outras patentes. Entra ano e sai ano; prende-se de uma só vez um bando de 10, 20, 30, e ainda assim tudo voltará a ser visto de novo, dali a algumas semanas, alguns meses ? não mais que isso. A última fortaleza contra os malfeitores é o uso das ferramentas construídas na democracia e num sistema jurídico independente. São as armas ? legítimas ? à disposição da sociedade. Que se faça, então, o melhor uso desse aparato legal, reconhecido como tal pelos cidadãos. É assim que atua o Gecoc e demais instâncias das instituições. Devem ser fortalecidos os mecanismos de combate à corrupção e ao roubo do dinheiro público. Porque está provado que a corrupção é fator decisivo no fomento do atraso e da pobreza. O combate não pode arrefecer.

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