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Opinião

Problemas antigos

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A tradição de visitar os cemitérios nesta data, preservada ao longo de séculos, também serve de motivo para a retomada da discussão em várias partes do mundo, relacionada a uma série de fatores. Um dos principais é a falta de espaços para atender os óbitos que ocorrem diariamente e a demora das providências do poder público para adotar muitas cidades de meios mais apropriados à esta finalidade. Em Maceió, especialmente. A capital dos alagoanos está entre as capitais brasileiras onde este problema é dos mais preocupantes. Apesar das queixas da população, repercutidas, inclusive, incontáveis vezes, através da imprensa e na Câmara de Vereadores. Quando o Estado passou a contar com o primeiro cemitério moderno e de iniciativa privada ? o Parque das Flores na região do Tabuleiro, em Maceió, há 29 anos, esta cidade tinha apenas quatro públicos, todos em bairros da parte baixa da cidade, e três dos quais já existentes nos primeiros anos do século 20. Já sobravam críticas à municipalidade, devido ao não-atendimento aos reclamos dos moradores. Principalmente do Farol, que vinham pedindo, há mais de 30 anos, à Prefeitura, a construção de um local adequado para sepultar seus mortos que teriam que ser conduzidos para o Prado, Jaraguá ou Trapiche da Barra. Nem o crescimento da população, agora de quase um milhão de habitantes, foi suficiente para fazer a administração pública construir novos cemitérios não apenas para satisfazer aos segmentos da comunidade que, também para enterrar seus mortos, dependem do serviço público. Do já citado Farol, dos bairros mais próximos e outros, como o Benedito Bentes, onde vivem mais famílias do que a maioria dos municípios alagoanos. Também são antigas as preocupações com a localização dos campos santos em meios urbanos, em terrenos arenosos e próximos de fontes de água, como poços, mar, rios, etc, por apresentarem riscos à saúde pública com a contaminação do lençol freático devido aos microorganismos que proliferam com a decomposição dos corpos. As advertências de especialistas em relação a isto têm aumentado nos últimos anos no Brasil, em outros países e em nosso Estado. Segundo o historiador Félix Lima Júnior, elas já eram feitas em Maceió nos primeiros anos do século 20, através do Conselho de Higiene, convocado pelo governo do Estado, preocupado com o local escolhido, para o Cemitério de São José, no Trapiche. O mesmo até hoje.

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