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Opinião

Seguran�a de casas noturnas em quest�o

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Por | Edição do dia 07/02/2013 - Matéria atualizada em 07/02/2013 às 00h00

Depois da ofensiva que fechou boates e casas de show em Maceió, ontem foi a vez de grandes clubes sociais – como esta Gazeta noticia hoje. Espaços tradicionais, alguns que existem há décadas, foram fechados por estarem em desacordo com normas gerais de funcionamento – principalmente, no quesito segurança. A tragédia de Santa Maria (RS) conseguiu algo jamais visto Brasil afora. Praticamente todas as capitais saíram em campo com uma só preocupação: verificar as condições de funcionamento desses locais de grande aglomeração. O resultado dessa iniciativa, como seria inteiramente previsível, revela, de início, que a regra é desobedecer, descumprir princípios básicos para o funcionamento dos estabelecimentos. A fiscalização é incipiente e, em algumas situações, é realizada com certo amadorismo – quando não, tratando de emplacar interesses apenas subalternos. No Rio Grande do Sul mesmo, a boate Kiss havia contratado, antes do incêndio, uma empresa para correção de instalação elétrica ou algo assim. A empresa foi contratada por orientação de policiais dos Bombeiros que constataram problemas na Kiss. O detalhe tenebroso é que a tal empresa tem como sócio justamente um dos oficiais do CB gaúcho. Na onda de caça às irregularidades – de qualquer dimensão –, queremos ver poderosos respondendo pelos crimes que eventualmente cometerem. Até agora, no entanto, as investigações sobre a boate atingida pelo fogo pesam sobre dois sócios e os integrantes da banda que se apresentava naquela noite de sábado, madrugada de um domingo. Não que sejam bodes expiatórios no meio de uma tragédia. Mas parece pouco apontar culpados, sem achar problemas com as autoridades cuja obrigação precípua era a de fiscalizar. Espera-se que a força-tarefa dos Bombeiros, agora, não venha a acabar rapidamente, logo depois que a imprensa parar de falar sobre Santa Maria, incêndio e mais de duas centenas de mortos.

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